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CONSTRUÇÃO E EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE UMA
ESCALADECONSUMO SUSTENTÁVEL NOS CONTEXTOS
PORTUGUÊS EBRASILEIRO
CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE
CONSUMPTION SCALE IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
Hérica Melo1, Samuel Lins2, Gabrielle Poeschl3
PSIQUE • EISSN 21834806 • VOLUME XXII • ISSUE FASCÍCULO 2
1ST JULY JULHO  31ST DECEMBER DEZEMBRO 2026 • PP. 850
DOI: https://doi.org/10.26619/2183-4806.XXII.2.1
Submited on 19-05-2025 Submetido a 19-05-2025
Accepted on 27-05-2026 Aceite a 27-05-2026
Resumo
O consumo sustentável refere-se a ações que visam mitigar desequilíbrios socioambientais
por meio de comportamentos de compra responsáveis. Foram conduzidos dois estudos para
construir e validar a Escala de Consumo Sustentável (ECS) em Portugal e no Brasil. Num estudo
preliminar, realizou-se uma revisão sistemática para selecionar os itens da versão inicial da ECS.
No primeiro estudo (N = 491) investigou-se evidências iniciais de validade interna. A análise
fatorial exploratória revelou uma estrutura final de 18 itens, que explicam 67.19% da variância
total e representam três fatores: Comprar produtos ecologicamente corretos, Comprar produtos de
empresas com responsabilidade social e ambiental e Comprar de modo prudente. Os valores de alfa
de Cronbach situaram-se entre .71 e .94 e verificou-se elevada intenção de compra de produtos
ecologicamente corretos. No segundo estudo (N = 305), a análise fatorial confirmatória confirmou
o modelo multidimensional de 18 itens, que apresentou melhor ajustamento do que o modelo
unidimensional, com Fiabilidade Compósita acima de .67 para os três fatores. Observou-se ainda
elevada intenção de compra de produtos de empresas com responsabilidade social e ambiental.
Os resultados apoiam a validade e a confiabilidade da ECS, embora sejam necessárias novas evi-
dências de validade para atestar sua adequação nos contextos mencionados.
Palavras-chave: comportamento do consumidor, compra, consumo sustentável, desenvolvimento de
escala, validação de instrumento, Brasil, Portugal
1 Psicóloga no Colégio Técnico de Teresina, vinculado à Universidade Federal do Piauí (UFPI). ORCID: https://orcid.org/0000-
0003-0504-1146 E-mail: hericamelo@ufpi.edu.br
2 Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), Portugal. Centro de Psicologia da
Universidade do Porto (CPUP). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6824-4691 E-mail: samuellins@fpce.up.pt
3 Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), Portugal. Centro de Psicologia da
Universidade do Porto (CPUP). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6621-064X E-mail: gpoeschl@fpce.up.pt
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Abstract
Sustainable
consumption refers to actions aimed at mitigating social and environmental
imbalances through responsible buying behaviors. We conducted two studies to develop
and validate the Sustainable Consumption Scale (SCS) in the Portuguese and Brazilian
contexts. In a preliminary study, we carried out a systematic review to select the items for
the initial SCS version. In the first study (N = 491), we examined initial evidence of internal
validity. The exploratory factor analysis revealed a final structure of 18 items, which explain
67.19% of the total variance, and represent three factors: Buying environmentally friendly
products, Buying products from companies with social and environmental responsibility, and
Buying prudently. Cronbach´s alpha values ranged between .71 and .94, and we observed
a strong intention to purchase environmentally friendly products. In the second study (N
= 305), the confirmatory factor analysis supported the 18-items multidimensional model,
which showed a better fit than an unidimensional model, with Composite Reliability above
.67 for the three factors. We also observed a strong intention to purchase products from
socially and environmentally responsible companies. The results support the validity and
reliability of the SCS, although further validity evidence is needed to attest its suitability in
the mentioned contexts.
Keywords: consumer behavior, buying, sustainable consumption, scale development, instrument vali-
dation, Brazil, Portugal
Introdução
A crise socioambiental tem se intensificado devido à interação estabelecida entre o ser
humano e o meio ambiente. Entre as ações antrópicas, o comportamento de consumo tem sido
especialmente preocupante, sendo as características comportamentais dos consumidores um
aspecto central nos estudos dessa área. Diante dos impactos ambientais e da crescente redução
dos recursos naturais, torna-se imperativa a necessidade de promover mudanças significativas
no comportamento da sociedade em prol de um consumo mais sustentável.
A crescente conscientização sobre os impactos ambientais do consumo tem levado os consu-
midores a refletirem mais profundamente e a buscarem mudanças em seus hábitos de compra,
com um compromisso crescente em direção à sustentabilidade(Sahakian & Seyfang, 2018; Pales-
-Quaresma & Oliveira, 2024). Estudos como os de Roberts (1996) e Ribeiro e Veiga (2011) sugerem
que o consumo sustentável implica a escolha de produtos e/ou serviços ecologicamente corretos,
produzidos por empresas comprometidas com a responsabilidade social e ambiental, além de
uma análise sobre a real necessidade de compra, de modo a minimizar ou reverter os danos
ambientais. Esse comportamento reflete uma escolha racional, onde o consumidor prioriza a
proteção ambiental, mesmo sacrificando alguns interesses pessoais (Zhang & Dong, 2020).
A compreensão dos aspectos que norteiam os comportamentos de consumo sustentável é
essencial diante da possibilidade de a crise socioambiental evoluir para um colapso sem pre-
cedentes, agravado por padrões insustentáveis de consumo. Nesse contexto, esta investigação,
realizada em Portugal e no Brasil, permite refletir sobre os desafios e as oportunidades para
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Construção e evidências de validade de uma escaladeconsumo sustentável nos contextos português ebrasileiro
avançar na construção de uma lógica de consumo mais sustentável, que integre parcimônia e
responsabilidade para um futuro equilibrado.
Apesar do avanço teórico nesse campo, persiste um problema central: a escassez de ins-
trumentos psicométricos atualizados, validados e capazes de captar com precisão as múltiplas
dimensões desse construto. Essa lacuna limita a avaliação rigorosa de práticas de consumo que
articulam simultaneamente dimensões ambientais, sociais e de prudência, dificultando análises
consistentes sobre comportamentos de compra responsáveis. Assim, a presente investigação sus-
tenta-se na necessidade de desenvolver um instrumento confiável e teoricamente fundamentado
para mensurar tais comportamentos. Deste modo, a pergunta de partida que orienta esta inves-
tigação é: Como construir e validar uma escala capaz de avaliar, de forma adequada e confiável,
os comportamentos de consumo sustentável nos contextos português e brasileiro?
Aspectos Históricos do Consumo Sustentável
Para contextualizar o consumo sustentável, é fundamental entender alguns marcos históri-
cos rumo à sustentabilidade e ao consumo sustentável. Desde a década de 1960, a investigação
internacional, principalmente nas áreas da psicologia e da sociologia, tem-se dedicado a exami-
nar as características do consumidor consciente e os determinantes das compras de produtos
ecologicamente corretos.
Os primeiros movimentos ambientalistas e ativismo dos consumidores surgiram nos Esta-
dos Unidos, a partir dos anos 1960 e 1970, motivados por uma maior divulgação de catástrofes
ambientais, o que gerou debates sobre poluição e crise energética (Roberts, 1996; Straughan &
Roberts, 1999). Em 1972, o relatório intitulado Limits to Growth teve um enorme impacto na comu-
nidade científica, apresentando cenários alarmantes sobre o futuro do planeta caso o padrão de
desenvolvimento da época prevalecesse (Meadows et al., 1972; Krüger, 2001). No mesmo ano,
a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, conhecida como Conferên-
cia de Estocolmo, marcou um avanço significativo nas negociações internacionais sobre meio
ambiente e desenvolvimento (Kovalski, 2016).
A década de 1980 foi marcada por avanços significativos no debate ambiental. Conforme
destacado por Castro (2003), consolidou-se nesse período a ideia de que a “preocupação ambien-
tal” deve ser compreendida a partir de duas vertentes distintas: a comportamental, que diz res-
peito às ações práticas em prol do ambiente, e a atitudinal ou representacional, relacionada às
crenças, valores e percepções sobre as questões ambientais. Nesse mesmo período, ocorreu a
publicação do Relatório Brundtland em 1987, que introduziu o conceito de desenvolvimento sus-
tentável como princípio orientador para políticas e práticas ambientais (Kovalski, 2016).
Nos anos 1990, o debate se intensificou com a realização do evento Eco-92, no Rio de Janeiro,
que reafirmou a centralidade do desenvolvimento sustentável e introduziu o termo “consumo
sustentável” por meio do documento “Agenda 21 Global” (ONU, 1992). Nesse mesmo período,
John Elkington criou o conceito Triple Bottom Line, baseado nos 3Ps da Sustentabilidade: Pessoas,
Planeta e Lucro (People, Planet, Profit) (Elkington 1997; Placet et al., 2005).
Durante os anos 2000, conferências como Rio+10 (2002) e Rio+20 (2012) reforçaram o compro-
misso com o desenvolvimento sustentável e estabeleceram agendas para as próximas décadas
(ONU, 2002; ONU, 2012). Em 2015, a Agenda 2030 apresentou 17 Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) e 169 metas, que devem ser alcançados até 2030, como diretrizes para um
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esforço coletivo global, de modo a promover padrões mais sustentáveis de produção e consumo
(ONU, 2015; ONU, 2024; Silveira & Pereira, 2018).
Aspectos do Consumo Sustentável
O conceito de consumo sustentável abrange diversos aspectos, e os termos que o definem
não são sinônimos mas apresentam nuances que os diferenciam (Gonçalves-Dias & Moura, 2007).
Assim, termos como consumo consciente, ético, solidário e verde são frequentemente utilizados
para descrever comportamentos alinhados ao consumo sustentável (Costa & Teodósio, 2011), com
ênfases distintas em questões ambientais, sociais e econômicas.
A expressão “estratégias verdes” diz respeito a um conjunto de estratégias que permitem
aos consumidores expressar suas preocupações ambientais e promover mudanças nos hábitos
de consumo (Costa & Teodósio, 2011; Gonçalves-Dias & Moura, 2007; Mondini et al., 2018; Porti-
lho, 2005). No entanto, essas estratégias apresentam limitações importantes, como a ausência de
uma efetiva redução no volume de consumo e a tendência de transferir a responsabilidade pelas
mudanças socioambientais exclusivamente para o consumidor (Camargo & Velho, 2012).
O conceito de consumo sustentável que adotamos é um conceito mais amplo, que engloba dis-
cussões sobre o acesso e distribuição equitativa de recursos, justiça social e ambiental, além de
influenciar a formulação de políticas públicas (Portilho, 2010). Este conceito abrange a urgência
de promover mudanças tanto em nível individual quanto coletivo e institucional, e visa promo-
ver padrões de consumo mais sustentáveis (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, 2005).
Compreender o papel central do consumidor nesse processo é fundamental para definir
os padrões e limites do consumo sustentável, uma vez que as atitudes individuais são deter-
minantes na adoção de comportamentos de consumo responsáveis (Costa & Echavarria, 2019;
Nekmahmud, Ramkissoon & Fekete-Farkas, 2022). Nessa perspectiva, o consumo sustentável
abrange um conjunto de ações voltadas para mitigar desequilíbrios socioambientais, por meio
de comportamentos de compra ecologicamente consciente e socialmente responsáveis (Aranci-
bia, 2012; Riva et al., 2022). O consumidor consciente, nesse contexto, tende a priorizar a aquisi-
ção de produtos sustentáveis, fabricados com materiais reciclados ou que possuem certificações
ambientais (Loiola, Souza & Hoffmann, 2021; Roberts, 1996; Walker e Brammer, 2012) e está cada
vez mais informado e exigente quanto às práticas sustentáveis adotadas pelas empresas (Fer-
reira, 2024).
A construção e validação de uma escala de consumo sustentável, portanto, visa fornecer uma
ferramenta para medir os comportamentos de compra sustentável, de modo a contribuir para a
promoção de um consumo mais consciente e responsável em diferentes contextos. Diferentes
etapas foram seguidas para responder a esse objetivo: em um estudo preliminar, foi realizada
uma revisão sistemática da literatura sobre o tema, que permitiu a construção da primeira versão
da Escala de Consumo Sustentável (ECS); o Estudo 1 focou na avaliação inicial de sua validade
interna; enquanto o Estudo 2 buscou validar a ECS por meio de análise fatorial confirmatória.
A opção metodológica adotada nesta investigação fundamentou-se em procedimentos
amplamente reconhecidos no desenvolvimento de instrumentos psicométricos. Inicialmente, a
revisão sistemática permitiu identificar evidências teóricas e empíricas necessárias para compor
um banco inicial de itens representativo do construto. Em seguida, no Estudo 1, foram conduzi-
das análises de redução e investigação da estrutura interna dos itens. Posteriormente, no Estudo
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2, foi realizada uma análise fatorial confirmatória, utilizando-se amostras distintas, uma aborda-
gem amplamente empregada na validação de instrumentos. Na etapa confirmatória, utilizou-se
o método de estimação RDWLS, apropriado para dados ordinais, bem como indicadores contem-
porâneos de confiabilidade, como a Fiabilidade Compósita, reforçando o rigor do processo de
construção e validação da ECS.
Estudo Preliminar
Método
Procedemos a uma revisão sistemática de escalas que avaliaram o consumo sustentável entre
os anos 2010 e 2021, com foco nos comportamentos de compra. Para a identificação e seleção dos
artigos nas bases de dados, foi utilizado o método Preferred Reporting for Systematic Reviews and
Meta-Analyses (PRISMA) (Moher et al., 2015; Page et al., 2021). Inicialmente, foram obtidos 213
itens, os quais foram traduzidos do inglês para o português. Além disso, 40 novos itens foram
formulados por estudantes do Mestrado em Psicologia da Faculdade de Psicologia e de Ciências
da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), durante uma atividade em sala de aula sobre o
tema.
Após essa etapa inicial, 105 itens foram excluídos com base nos seguintes motivos: formu-
lações pouco claras, avaliação simultânea de dois aspectos, ausência de relação com comporta-
mentos de compra ou referência a produtos/materiais específicos. Assim, 148 itens foram man-
tidos e revisados em português (de Portugal e do Brasil). A lista final foi então analisada por três
investigadores da área de Psicologia, que avaliaram a pertinência dos itens e verificaram possí-
veis redundâncias semânticas, o que resultou na exclusão de 116 itens por apresentarem conte-
údos semelhantes. Ao final desse processo, a versão inicial da ECS foi composta por 32 itens (ver
Tabela 1). O formato de resposta consistiu em uma escala do tipo Likert de 7 pontos (1 = discordo
totalmente, 7 = concordo totalmente).
TABELA1
Versão Inicial da Escala de Consumo Sustentável (ECS)
Item da Escala de Consumo Sustentável Origem do item
CS1. Sinto-me bem quando controlo os meus caprichos por comprar coisas desnecessárias.
Quoquab e Mohammad
(2020)
CS2. Planeio cuidadosamente antes de comprar um produto.
CS3. Controlo o meu desejo por compra excessiva para o bem da geração futura.
CS4. Compro apenas o que preciso.
CS5. Faço com que os produtos que compro durem o máximo possível.
CS6. Compro produtos reutilizáveis. Ertz et al. (2018)
CS7. Compro produtos usados.
Oliveira et al. (2014)CS8. Compro recarga de produtos para utilizar recipientes que já possuo.
CS9. Uso um saco reutilizável para fazer compras.
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Item da Escala de Consumo Sustentável Origem do item
CS10. Não me envolvo numa compra que possa ter um efeito negativo no meio ambiente Quoquab e Mohammad
(2020)
CS11. Prero comprar produtos que causem menos poluição. Burnier et al. (2020)
CS12. Compro produtos com rótulos que contenham informações sobre cuidados com o meio ambiente. Ribeiro et al. (2016)
CS13. Compro produtos recicláveis. Ertz et al. (2018)
CS14. Compro produtos fabricados a partir de material reciclado. Item construído
CS15. Compro produtos que economizam energia. Geng et al. (2017)
CS16. Prero pagar mais para comprar produtos ecologicamente corretos. Quoquab e Mohammad
(2020)
CS17. Prero a compra de produtos que são mais sustentáveis. Ertz et al. (2018)
CS18. Compro produtos ecológicos porque preservam o meio ambiente. Item construído
CS19. Compro produtos com embalagens biodegradáveis (por exemplo, uso saco de papel em vez de saco
de plástico).
Quoquab e Mohammad
(2020)
CS20. Compro produtos que tenham o mínimo de embalagem. Panzone et al. (2016)
CS21. Na compra de produtos, prero os que usam embalagens que podem ser recicladas. Oliveira et al. (2014)
CS22. Compro produtos de empresas que procuram melhorar as condições dos trabalhadores. Hosta e Zabkar (2020)
CS23. Compro produtos de empresas que contratam pessoas com deciência.
CS24. Evito comprar produtos de empresas que discriminam minorias. Helm e Subramaniam
(2019)
CS25. Evito comprar produtos feitos com mão de obra infantil.
CS26. Compro produtos do comércio local. Ertz et al. (2018)
CS27. Não compro produtos testados em animais. Carvalho et al. (2015)
CS28. Compro produtos em que parte do preço vai para uma causa humanitária. Ertz et al. (2018)
CS29. Se um produto for vendido por uma empresa socialmente irresponsável, não o compro. Hosta e Zabkar (2020)
CS30. Compro produtos de empresas que apoiam a responsabilidade ambiental. Bulut et al. (2017)
CS31. Deixo de comprar produtos de uma empresa que mostra desrespeito pelo meio ambiente. Oliveira et al. (2014)
CS32. Troco de marca para comprar produtos de empresas que demonstram maior cuidado com o meio
ambiente. Carvalho et al. (2015)
Estudo 1
O Estudo 1 teve como objetivo encontrar evidências iniciais da validade interna da versão
inicial da Escala de Consumo Sustentável (ECS).
Método
Participantes
A amostra, que resultou de um processo de amostragem não probabilística, por acessibili-
dade e conveniência, incluiu 421 participantes, sendo 266 portugueses (63.18%) e 149 brasileiros
(35.43%), 89 homens (21.14%) e 326 mulheres (77.463%), com idades variando entre 18 e 74 anos (M
= 38.34 anos, DP = 14.91).
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Procedimentos
A versão final do questionário foi submetida a um pré-teste com uma amostra composta por
três portugueses e três brasileiros, com o objetivo de identificar e corrigir possíveis problemas
de compreensão. Depois disso, foram criadas duas versões do questionário no Survey Monkey,
uma direcionada à população portuguesa e outra à brasileira. Após aprovação da Comissão de
Ética da FPCEUP (Parecer Ref.ª 2019/11-06c), os questionários foram disponibilizados online,
entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, durante a pandemia de COVID-19. Antes de par-
ticipar, todos os respondentes tiveram acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,
garantindo que estavam cientes dos objetivos e procedimentos do estudo. A coleta de dados foi
realizada por meio de convites enviados via e-mail e redes sociais, com suporte na divulgação
fornecido pelo Serviço de Comunicação e Imagem e pela Associação de Estudantes da FPCEUP.
Análise de Dados
Foi aplicada uma análise fatorial em componentes principais, com rotação Varimax, aos itens
da ECS, a fim de extrair seus fatores eventuais. Essa análise visou fornecer evidências de vali-
dade com base na estrutura interna da escala, bem como avaliar sua fiabilidade. Para avaliar a
consistência interna das escalas, foi calculado o coeficiente alfa de Cronbach, utilizando como
referência os índices propostos por Hill e Hill (2012). Após definir a estrutura final da ECS, rea-
lizou-se uma análise de variância com medidas repetidas para verificar se existiam diferenças
entre as médias dos seus fatores. Os dados foram analisados utilizando o software estatístico IBM
SPSS (Statistical Package for the Social Sciences, versão 26), adotando um nível de significância de
5% (p ≤ .05).
Resultados
A Análise Fatorial Exploratória (AFE) foi realizada em três etapas, detalhadas a seguir. Na
Etapa 1, ao analisar a amostra em conjunto (Portugal e Brasil), composta por 404 casos e 32 variá-
veis, foi obtido um valor de 12.63, atendendo ao critério de adequação. De acordo com os valores
do coeficiente de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) de .95, e do teste de esfericidade de Barlett de χ2
(496) = 8411, p < .001, verificou-se que os dados eram adequados a análise fatorial.
Na Etapa 2, determinou-se o número de fatores a serem extraídos, seguidos pela extração e
rotação. Com base no critério da variância acumulada, cinco fatores foram retidos, explicando
62.28% da variância dos dados. O diagrama de declividade (Scree-plot), segundo o critério de
Kaiser-Guttman, também indicou uma estrutura com cinco fatores, com valores próprios supe-
riores a 1. Além disso, a Análise Paralela (AP) indicou que a matriz fatorial apresenta a existência
de, no mínimo, três fatores, conforme ilustrado na Figura 1.
A decisão final sobre o número de fatores a serem retidos depende da adequação teórica,
embora as evidências empíricas apontem para uma estrutura entre três e cinco fatores. Optou-se
inicialmente por uma estrutura com cinco fatores devido ao caráter exploratório deste estudo,
visando obter uma análise mais detalhada do construto de consumo sustentável. Contudo, em
estudos subsequentes, verificou-se que a estrutura final da escala se consolidou em três fatores,
o que será discutido em etapas posteriores da pesquisa.
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FIGURA1
Scree-plot do Estudo 1, Segundo o Critério da Análise Paralela
Na Etapa 3, iniciou-se a avaliação e interpretação dos fatores da ECS, com a análise das
variâncias extraídas, das cargas fatoriais e das comunalidades dos itens. Portanto, a Tabela 2
apresenta a estrutura fatorial inicial da ECS, juntamente com os valores das médias e desvios-pa-
drão dos fatores.
TABELA2
Estrutura Fatorial Inicial da Escala de Consumo Sustentável (ECS)
Itens da Escala de Consumo Sustentável Cargas Fatoriais h2
1 2 3 4 5
CS19. Compro produtos com embalagens biodegradáveis (por exemplo, uso saco
de papel em vez de saco de plástico). .78 .26 .17 .06 -.03 .70
CS18. Compro produtos ecológicos porque preservam o meio ambiente. .76 .37 .09 .11 .09 .75
CS17. Prero a compra de produtos que são mais sustentáveis. .75 .38 .10 .13 .05 .74
CS13. Compro produtos recicláveis. .73 .28 .38 .00 .14 .77
CS11. Prero comprar produtos que causem menos poluição. .72 .32 .15 .10 .05 .66
CS14. Compro produtos fabricados a partir de material reciclado. .71 .31 .39 -.02 .18 .78
CS21. Na compra de produtos, prero os que usam embalagens que podem ser
recicladas. .71 .36 .14 .12 -.03 .66
CS20. Compro produtos que tenham o mínimo de embalagem. .70 .29 .25 .10 -.12 .66
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Itens da Escala de Consumo Sustentável Cargas Fatoriais h2
1 2 3 4 5
CS16. Prero pagar mais para comprar produtos ecologicamente corretos. .66 .38 .03 .18 .02 .61
CS12. Compro produtos com rótulos que contenham informações sobre cuidados
com o meio ambiente. .65 .43 .10 .11 .15 .65
CS9. Uso um saco reutilizável para fazer compras. .56 -.15 .01 .18 -.09 .38
CS15. Compro produtos que economizam energia. .50 .30 .23 -.01 .25 .46
CS10. Não me envolvo numa compra que possa ter um efeito negativo no meio
ambiente. .42 .40 .05 .29 -.12 .44
CS29. Se um produto for vendido por uma empresa socialmente irresponsável,
não o compro. .10 .81 .11 .13 .00 .69
CS24. Evito comprar produtos de empresas que discriminam minorias. .21 .78 .13 -.05 .01 .68
CS31. Deixo de comprar produtos de uma empresa que mostra desrespeito pelo
meio ambiente. .31 .77 .01 .09 -.04 .69
CS30. Compro produtos de empresas que apoiam a responsabilidade ambiental. .35 .74 .16 .01 .12 .70
CS32. Troco de marca para comprar produtos de empresas que demonstram
maior cuidado com o meio ambiente. .42 .72 .07 .14 .03 .72
CS23. Compro produtos de empresas que contratam pessoas com deciência. .32 .72 .20 .05 .01 .66
CS28. Compro produtos em que parte do preço vai para uma causa humanitária. .19 .70 .22 .09 .05 .58
CS25. Evito comprar produtos feitos com mão de obra infantil. .17 .67 .13 .01 .08 .50
CS22. Compro produtos de empresas que procuram melhorar as condições dos
trabalhadores. .45 .65 .24 .05 -.05 .68
CS27. Não compro produtos testados em animais. .18 .61 -.06 .17 -.06 .44
CS26. Compro produtos do comércio local. .14 .53 .39 -.03 .16 .48
CS8. Compro recarga de produtos para utilizar recipientes que já possuo. .24 .17 .68 .09 .09 .56
CS6. Compro produtos reutilizáveis. .45 .20 .61 .28 .01 .68
CS7. Compro produtos usados. .16 .12 .60 .06 .01 .41
CS2. Planeio cuidadosamente antes de comprar um produto. .05 .09 .06 .77 .24 .66
CS4. Compro apenas o que preciso. .18 .05 .13 .75 -.14 .63
CS3. Controlo o meu desejo por compra excessiva para o bem da geração futura. .30 .11 .03 .64 .24 .57
CS5. Faço com que os produtos que compro durem o máximo possível. -.02 .10 .52 .52 -.17 .58
CS1. Sinto-me bem quando controlo os meus caprichos por comprar coisas
desnecessárias. .03 .02 .05 .14 .86 .77
Variância explicada para cada fator (%) 22.40 21.85 7.40 7.03 3.60
Variância total explicada (%) 62.28
M 5.09 5.05 4.73 5.25 5.67
DP 1.22 1.29 1.33 1.07 1.77
Nota. N = 404. M = Média; DP = Desvio-padrão. Extração através do método dos Componentes Principais com rotação Varimax. Rotação convergida
em 6 interações. As cargas fatoriais em negrito sinalizam os valores superiores ao desejado (>.40).
Em seguida, realizamos a eliminação dos itens problemáticos. Inicialmente, foram excluídos
os itens CS9, CS15, CS10, CS27, CS26 e CS7, por apresentarem valores de comunalidade inferiores
a .50; e os itens CS12, CS10, CS32, CS22, CS6 e CS5, por terem cargas fatoriais relevantes (superio-
res a .40) em mais de um fator. O item CS1 também foi eliminado por estar isolado em um fator.
Em um segundo momento, eliminamos os itens CS30 (por ter carga fatorial relevante em mais de
um fator) e CS8 (com comunalidade inferior a .50). No total, 14 itens foram eliminados.
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Posteriormente, foi realizada uma nova análise fatorial sobre os 18 itens mantidos. Os resul-
tados indicaram a adequação da amostra, com KMO = .93 e teste de esfericidade de Bartlett, χ2
(153) = 5018,63, p < .001. O diagrama de declividade indicou uma estrutura com três fatores. A
Tabela 3 apresenta a estrutura fatorial final da ECS, incluindo a variância extraída, as cargas
fatoriais, as comunalidades dos itens, os índices de correlação dos itens com o total do fator a
que pertencem (ritc), além dos valores do alfa de Cronbach (α), as médias e os desvios-padrão dos
fatores.
TABELA3
Estrutura Fatorial Final da Escala de Consumo Sustentável (ECS)
Itens da Escala de Consumo Sustentável Cargas Fatoriais h2ritc
1 2 3
CS19. Compro produtos com embalagens biodegradáveis (por exemplo, uso saco de
papel em vez de saco de plástico). .82 .18 .11 .72 .79
CS13. Compro produtos recicláveis. .81 .25 .08 .72 .80
CS14. Compro produtos fabricados a partir de material reciclado. .79 .29 .07 .71 .79
CS18. Compro produtos ecológicos porque preservam o meio ambiente. .79 .31 .15 .74 .82
CS17. Prero a compra de produtos que são mais sustentáveis. .79 .32 .16 .75 .83
CS20. Compro produtos que tenham o mínimo de embalagem. .77 .24 .13 .66 .76
CS11. Prero comprar produtos que causem menos poluição. .77 .27 .12 .67 .77
CS21. Na compra de produtos, prero os que usam embalagens que podem ser
recicladas. .76 .29 .13 .68 .77
CS16. Prero pagar mais para comprar produtos ecologicamente corretos. .66 .30 .22 .58 .70
CS29. Se um produto for vendido por uma empresa socialmente irresponsável, não o
compro. .18 .82 .11 .71 .73
CS24. Evito comprar produtos de empresas que discriminam minorias. .28 .81 -.02 .69 .77
CS31. Deixo de comprar produtos de uma empresa que mostra desrespeito pelo meio
ambiente. .35 .75 .06 .69 .75
CS25. Evito comprar produtos feitos com mão de obra infantil. .23 .71 .03 .56 .64
CS23. Compro produtos de empresas que contratam pessoas com deciência. .40 .70 .10 .66 .73
CS28. Compro produtos em que parte do preço vai para uma causa humanitária. .28 .70 .14 .58 .67
CS2. Planeio cuidadosamente antes de comprar um produto. .02 .11 .83 .71 .57
CS4. Compro apenas o que preciso. .16 .02 .77 .62 .51
CS3. Controlo o meu desejo por compra excessiva para o bem da geração futura. .28 .09 .71 .59 .50
Número de itens 9 6 3
Valor próprio 8.74 1.84 1.52
Variância explicada por fator (%) 33.41 22.64 11.14
Variância total explicada (%) 67.19
M 5.14 5.01 4.91
DP 1.32 1.41 1.25
alfa de Cronbach (α).94 .89 .71
Nota. N = 410. M = Média; DP = Desvio-padrão; ritc: Correlação do item com o total do fator ao qual pertence. Extração realizada pelo método dos
Componentes Principais, com rotação Varimax. Rotação convergida em 5 interações. As cargas fatoriais em negrito sinalizam os valores superiores
ao desejado (>.40).
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Na Tabela 3, observamos que os valores das correlações dos itens com o total dos fatores a que
pertencem foram adequados, variando de 50 a .83. Em relação à consistência interna, os valores
de alfa mostraram-se satisfatórios, situando-se entre .71 e .94. A estrutura fatorial final da ECS
é composta por 18 itens, que explicam 67.19% da variância total, e representam três fatores do
construto Consumo sustentável, descritos a seguir.
(1) Comprar produtos ecologicamente corretos (α = .94): Este fator contém nove itens, com
saturações entre .70 e .83. O valor próprio é 8.74, explicando 33.41% da variância total. Está asso-
ciado à preferência por produtos que protejam o meio ambiente, como produtos ecologicamente
corretos, sustentáveis, recicláveis ou fabricados com materiais reciclados, além de possuírem
embalagens biodegradáveis e causarem menor impacto ambiental.
(2) Comprar de empresas com responsabilidade social e ambiental (α = .89): Este fator inclui
seis itens, com saturações de .64 a .77. O valor próprio é 1.84, explicando 22.64% da variância
total. Reflete a preferência dos consumidores por produtos de empresas que adotem práticas éti-
cas e socialmente responsáveis (i.e., não discriminação de minorias, respeito ao meio ambiente,
ausência de trabalho infantil, contratação de pessoas com deficiência e destinação de parte das
vendas a causas humanitárias).
(3) Comprar de modo prudente (α = .71): Este fator compreende três itens, com saturações
entre .50 e .57. O valor próprio é 1.52, explicando 11.14% da variância total. Refere-se à tendên-
cia dos consumidores de realizar compras de forma planejada e consciente (i.e., quanto, como e
por que comprar), priorizando a aquisição do necessário e evitando o consumo excessivo, o que
indica um estilo de vida mais simples e menos consumista.
Com base nesses três fatores, o consumo sustentável é caracterizado pela preferência por pro-
dutos ecologicamente corretos, pela escolha de empresas com responsabilidade social e ambien-
tal, e pela abordagem prudente nas compras. Por fim, para verificar se havia diferenças entre as
médias dos fatores da ECS, foi realizada uma análise de variância com medidas repetidas. Os
resultados mostraram diferenças significativas entre os fatores, F (2, 818) = 5.52, p = .004, sendo
que Comprar produtos ecologicamente corretos apresentou os valores médios mais elevados (M =
5.14, DP = 1.32) (ver Tabela 3). Ou seja, o comportamento de consumo sustentável predominante
entre os respondentes é a preferência por produtos que protejam o meio ambiente.
Estudo 2
O Estudo 2 teve como objetivo investigar evidências da validade da Escala de Consumo Sus-
tentável (ECS).
Método
Participantes
A amostra do Estudo 2, que também resultou de um processo de amostragem não probabilís-
tica, por acessibilidade e conveniência, incluiu 305 participantes, sendo 139 portugueses (45.57%)
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e 166 (54.43%) brasileiros, 84 homens (27.54%) e 221 mulheres (72.46%), com idades variando entre
18 e 76 anos (M = 37.30 anos, DP = 14.48).
Instrumento
O questionário utilizado foi composto pelos itens da ECS selecionados no Estudo 1, e foi apli-
cado nas versões portuguesa (ver Apêndice 1) e brasileira (ver Apêndice 2). O formato de resposta
ao questionário consistiu em uma escala do tipo Likert de 7 pontos (1 = discordo totalmente, 7 =
concordo totalmente).
Procedimentos
Os procedimentos de coleta de dados e os procedimentos éticos seguiram os mesmos crité-
rios descritos no Estudo 1. A coleta ocorreu entre maio e outubro de 2021.
Análise de Dados
Com o objetivo de confirmar a estrutura fatorial da ECS obtida no Estudo 1, foi conduzida
uma Análise Fatorial Confirmatória (AFC) nos dados do Estudo 2. A análise foi implementada
utilizando o método de estimação Robust Diagonally Weighted Least Squares (RDWLS), que é ade-
quado para dados categóricos (DiStefano & Morgan, 2014; Li, 2016).
A qualidade do ajustamento global do modelo foi avaliada por meio dos seguintes índices
χ2; χ2/gl; Comparative Fit Index (CFI); Tucker-Lewis Index (TLI); Standardized Root Mean Residual
(SRMR) e Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA). Valores de χ2 não devem ser signi-
ficativos; a razão χ2/gl deve ser < 5 ou, preferencialmente, < 3; valores de CFI e TLI devem ser >
.90 e, preferencialmente acima de .95; valores de RMSEA devem ser < .08 ou, preferencialmente
< .06, com intervalo de confiança (limite superior) < .10 (Brown, 2015).
A qualidade do ajustamento local foi avaliada por meio dos pesos fatoriais estandardizados
(λ) e da confiabilidade individual dos itens (R2), considerando como valores de referência satura-
ção fatorial > .50 e confiabilidade individual > .25 (Marôco, 2021). Para mensurar a confiabilidade
do instrumento, foi calculada a Fiabilidade Compósita (FC) (Valentini & Damasio, 2016; Raykov,
1997), sendo que FC ≥ .70 indica uma confiabilidade adequada (Marôco, 2021).
Adicionalmente, para comparar o modelo multidimensional da ECS (proveniente do Estudo
1) e um modelo unidimensional da mesma escala, foi calculado o índice Bayer Information Crite-
rion (BIC), sendo que valores mais baixos desse índice indicam melhor qualidade de ajustamento.
Por fim, visando sugerir aprimoramentos para estudos futuros e levando em considerando a coe-
rência teórica e conceitual de cada item, foram indicados os Índices de Modificação (IM). Além
disso, foram identificadas correlações entre erros (i.e., itens que estão se correlacionando entre si
e que têm conteúdos sobrepostos, com base em valores de IM > 11) (Marôco, 2021).
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Resultados
A Figura 2 mostra que o modelo multidimensional identifica 18 itens como indicadores de
três fatores latentes: Comprar produtos ecologicamente corretos (nove itens), Comprar de empre-
sas com responsabilidade social e ambiental (seis itens) e Comprar de modo prudente (três itens).
Nota-se que a maioria dos itens da ECS apresenta pesos fatoriais elevados e fiabilidade indivi-
dual adequada, exceto o item CS16 (“Planeio cuidadosamente antes de comprar um produto”), λ
= .48, R2 = .23, cujos valores estão ligeiramente abaixo dos critérios desejáveis (λ ≥ .50 e R2 ≥ .25)
(ver Figura 2).
FIGURA2
Estrutura Fatorial do Modelo Multidimensional da Escala de Consumo Sustentável (ECS)
Além disso, foram testados dois modelos: o modelo multidimensional, com 18 itens agrupa-
dos em três fatores, e o modelo unidimensional, com os mesmos itens agrupados em um único
fator. Embora a estatística χ2 tenha sido significativa em ambos os modelos (p ≤ .001), o modelo
multidimensional apresentou índices de ajustamento mais adequados, χ2 (132) = 312.37, p < .001,
χ2/gl = 2.37, CFI = 1.00. TLI = 0.99; SRMR = 0.05, RMSEA = 0.07, em comparação ao modelo unidi-
mensional χ2 (135) = 605.29, p < .001, χ2/gl = 0.99, CFI = 0.99; TLI = 0.98; SRMR = 0.07; RMSEA = 0.11
(cf. Brown, 2015: χ2/gl < 5, CFI e TLI > 0.90, SRMR e RMSEA < 0.08) (ver Tabela 4).
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TABELA4
Índices dos Modelos Testados a Partir da Análise Fatorial Confirmatória da Escala de Consumo Sustentável
(ECS)
Modelo χ2 (gl) χ2/gl CFI TLI SRMR RMSEA (90% IC)
Unidimensional 605.29 (135)*** 4.48 0.99 0.98 0.07 0.11 (0.10, 0.12)
Multidimensional 312.37(132) *** 2.37 1.00 0.99 0.05 0.07 (0.06, 0.08)
Nota. χ2 = Qui-Quadrado; gl = Graus de liberdade; χ2/gl = razão Qui-quadrado por Graus de liberdade; CFI = Comparative Fit Index; TLI = Tucker–Lewis
Index; SRMR = Standardized Root Mean Square Residual; RMSEA = Root Mean Square Error of Approximation; 90% IC = Intervalo de confiança de
90%.
***p < .001.
Quanto à Fiabilidade Compósita (FC), todos os fatores apresentaram valores superiores a .67:
Comprar produtos ecologicamente corretos (FC = .95); Comprar de empresas com responsabi-
lidade social e ambiental (FC = .90) e Comprar de modo prudente (FC = .67). Para comparar os
dois modelos, foi utilizado o índice BIC, o qual indicou que o modelo multidimensional (BIC =
16616.66) é mais adequado do que o modelo unidimensional (BIC = 16818.21).
Na análise dos Índices de Modificação (IM), em relação às covariâncias residuais, foram iden-
tificados os seguintes valores com IM > 11: CS2 e CS3 (Fator 1), IM = 43.87; CS16 e CS17 ( Fator
3), IM = 30.67; CS14 e CS15 (Fator 2), IM = 23.53; CS5 e CS8 (Fator 1), IM = 16.13; CS6 (Fator 1) e
CS18 (Fator 3), IM = 15.80; CS12 e CS14 (Fator 2), IM = 14.08; CS3 (Fator 1) e CS15 (Fator 2), IM
= 13.06; CS17 e CS18 (Fator 3), IM = 12.72; CS12 e CS15 (Fator 2), IM = 12.49. Observou-se que
duas covariâncias residuais ocorreram entre itens de diferentes fatores: CS6 e CS8; e CS3 e CS15.
Entretanto, teoricamente, esses itens são bem interpretados dentro dos fatores a que pertencem.
Portanto, a verificação desses erros no modelo pode sugerir modificações para estudos futuros.
É importante ressaltar que, neste estudo, os índices de modificação não foram utilizados para
melhorar o modelo.
Por fim, foi realizada uma análise de variância com medidas repetidas para verificar dife-
renças entre as médias dos fatores do consumo sustentável. Os resultados indicaram que existem
diferenças significativas, F (2, 596) = 19.13, p < .001, sendo que Comprar produtos de empresas
com responsabilidade social e ambiental apresentou os valores médios mais elevados (M = 5.37,
DP = 1.14), seguido por Comprar produtos ecologicamente corretos (M = 5.36, DP = 1.11) e Com-
prar de modo prudente (M = 5.00, DP = 1.27). Esses resultados sugerem que os respondentes pre-
ferem comprar produtos de empresas que demonstram responsabilidade social e ambiental.
Discussão e Conclusão
Para construir e validar uma Escala de Consumo Sustentável (ECS) em Portugal e no Brasil,
foram realizados diversos procedimentos. Num primeiro momento, foram recolhidos os elemen-
tos que avaliam o consumo sustentável e selecionados os 32 itens que constituíram a versão ini-
cial da ECS. No Estudo 1, foram adotados processos de adaptação da estrutura inicial da ECS,
que incluíram a reformulação de itens para garantir sua melhor compreensão e interpretação
pelos respondentes, além de um refinamento da medida, com a eliminação de itens da estrutura
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Construção e evidências de validade de uma escaladeconsumo sustentável nos contextos português ebrasileiro
fatorial. Os resultados da AFE foram satisfatórios, resultando em um modelo composto por 18
itens organizados em três fatores: (1) Comprar produtos ecologicamente corretos (nove itens);
(2) Comprar de empresas com responsabilidade social e ambiental (seis itens); e (3) Comprar de
modo prudente (três itens). Esses fatores refletem, respectivamente, três aspectos da compra sus-
tentável: produto, empresa e consumidor.
Os dois primeiros fatores estão próximos à noção de Consciência ecológica, referida por
Ribeiro e Veiga (2011), que ressaltam a preferência crescente dos consumidores por produtos e
serviços sustentáveis. Esse tipo de comportamento é frequentemente descrito na literatura como
“consumo consciente”, “consumo verde” (Gonçalves-Dias et al., 2009; Roberts, 1996; Straughan
& Roberts, 1999) ou “comportamento de sustentabilidade ambiental” (Bulut et al., 2017). A res-
ponsabilidade socioambiental das empresas, como discutido por Baracho et al. (2018), implica
um planejamento estratégico orientado ao desenvolvimento sustentável, o que envolve a neces-
sidade de “prever condições de trabalho ideais, conduzir negócios com ética e transparência,
preservar o meio ambiente, servir os consumidores e o caminho para o novo desenvolvimento
tecnológico” (p. 30).
O fator Comprar de modo prudente aproxima-se do construto Frugalidade identificado na
escala de Ribeiro e Veiga (2011), relacionado à adoção de estilos de vida menos consumistas.
Trata-se de uma dimensão que estimula os consumidores a refletirem sobre seus hábitos de com-
pra, priorizando necessidades básicas e reduzindo o consumo excessivo, aspecto que também se
aproxima do Consumo desnecessário e Economia, do estudo de Bulut et al. (2017).
Os resultados do Estudo 1 evidenciam que os índices de consistência interna foram ade-
quados em todas as subescalas (valores de alfa de Cronbach > .70), o que indica que a ECS é uma
medida confiável na avaliação dos comportamentos de compra sustentável em populações por-
tuguesas e brasileiras. Além disso, esse estudo revelou uma elevada intenção de compra de pro-
dutos ecologicamente corretos, em linhas com as observações de Boztepe (2012) e Griskevicius et
al. (2010), que destacam o caráter altruísta dessas escolhas, mesmo quando envolvem maior custo
ou, em alguns casos, uma qualidade inferior em comparação aos produtos convencionais. No
entanto, apesar dessas limitações, tais decisões tendem a reduzir os impactos ambientais nega-
tivos, contribuindo para minimizar os danos ao meio ambiente e, consequentemente gerando
efeitos menos prejudicial à sociedade como um todo, o que se alinha aos princípios do desenvol-
vimento sustentável.
Diversos autores apontam que os consumidores estão cada vez mais inclinados a adquirir
produtos verdes e sustentáveis (Bloemer & Ruyter, 2002), associando esse tipo de consumo à
saúde, bem-estar e qualidade de vida (Kamalanon et al., 2022; Tavares, 2014). A maior dissemina-
ção de informações sobre tais produtos (Afonso, 2010) tem aumentado a conscientização ambien-
tal, que influencia positivamente a intenção de compra (Colares, 2016). Nesse sentido, o nível de
conhecimento que os consumidores possuem sobre questões ambientais pode exercer uma papel
decisivo em suas escolhas (Hasan et al., 2019), assim como a percepção dos rótulos ecológicos,
que potencializam a predisposição para compra (Asif et al., 2023: Rashid, 2009).
No Estudo 2, a estrutura encontrada no Estudo 1 foi considerada adequada para explicar os
dados observados, confirmando um modelo multidimensional composto por 18 itens que, com-
parado ao modelo unidimensional, apresentou índices de ajustamento mais adequados. Teori-
camente, a identificação de uma estrutura que corrobora a literatura internacional possibilita o
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diálogo com outras investigações internacionais, sugerindo que esse tipo de comportamento de
compra possa ser compreendido em diferentes contextos.
Quanto às diferenças nos fatores da ECS, os resultados do Estudo 2 sugerem uma elevada
intenção de compra de produtos de empresas com responsabilidade social e ambiental. Esse
achado é consistente com a literatura que aponta que o marketing ecológico pode constituir uma
vantagem competitiva, já que os consumidores tendem a perceber tais empresas como mais con-
fiáveis e os produtos ecologicamente corretos como mais seguros (Blahušiaková, 2024; Motta &
Oliveira, 2007).
Dessa forma, o desenvolvimento e a validação da ECS respondem à necessidade de aprofun-
dar a compreensão teórica desse construto, suprindo lacunas da literatura em relação quanto à
mensuração desse comportamento de compra. Além disso, os achados indicam que a ECS pode
ser aplicada em estudos futuros com diferentes públicos e culturas, permitindo o avanço da psi-
cologia do consumidor e da psicologia social voltada ao consumo.
Contudo, algumas limitações devem ser consideradas. Os dados se basearam em declarações
dos participantes sobre seus comportamentos de compra, sem medir o comportamento real. O
uso do questionário estruturado também pode ter limitado a captura de percepções mais profun-
das sobre o conteúdo investigado. A amostra, não probabilística e por conveniência, resultou em
um desbalanceamento, com predominância de mulheres. Além disso, a pesquisa não especificou
os tipos de produtos consumidos, e o consumo sustentável abrange diversas práticas cotidianas
(e.g., alimentação, habitação, transporte, etc.) que não foram diretamente abordadas.
Consideramos pertinente que a estrutura multidimensional da ECS seja seguida por estudos
adicionais que examinem este comportamento de consumo, especialmente relacionados com
compras de produtos em outras culturas e com outros públicos, a fim de verificar a sua generali-
zação. Também propomos a adaptação dos itens da ECS para contextos específicos de produtos
ou situações de consumo, aprofundando a análise sobre como diferentes fatores influenciam o
comportamento sustentável.
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Apêndice 1
Escala de Consumo Sustentável (ECS) (versão portuguesa)
A seguir, são apresentadas questões que dizem respeito ao seu comportamento de compra.
Deverá classificá-las de 1 a 7. Quanto mais próximo de “1” mais discorda da frase, quanto mais
próximo de “7” mais concorda com a frase.
1
Discordo
totalmente
2
Discordo muito
3
Discordo pouco
4
Não concordo,
nem discordo
5
Concordo pouco
6
Concordo muito
7
Concordo
totalmente
Compro produtos com embalagens biodegradáveis (por exemplo, uso saco de papel em vez de saco de plástico).
Compro produtos recicláveis.
Compro produtos fabricados a partir de material reciclado.
Compro produtos ecológicos porque preservam o meio ambiente.
Prero a compra de produtos que são mais sustentáveis.
Compro produtos que tenham o mínimo de embalagem.
Prero comprar produtos que causem menos poluição.
Na compra de produtos, prero os que usam embalagens que podem ser recicladas.
Prero pagar mais para comprar produtos ecologicamente corretos.
Se um produto for vendido por uma empresa socialmente irresponsável, não o compro.
Evito comprar produtos de empresas que discriminam minorias.
Deixo de comprar produtos de uma empresa que mostra desrespeito pelo meio ambiente.
Evito comprar produtos feitos com mão de obra infantil.
Compro produtos de empresas que contratam pessoas com deciência.
Compro produtos em que parte do preço vai para uma causa humanitária.
Planeio cuidadosamente antes de comprar um produto.
Compro apenas o que preciso.
Controlo o meu desejo por compra excessiva para o bem da geração futura.
Fatores:
Comprar produtos ecologicamente corretos: calcular média aritmética dos itens 1 a 9;
Comprar de empresas com responsabilidade social e ambiental: calcular média aritmética dos itens 10 a 15;
Comprar de modo prudente: calcular média aritmética dos itens 16 a 18.
Interpretação dos resultados:
Médias mais elevadas indicam níveis mais altos de comportamento sustentável de compra em cada uma das dimensões avaliadas.
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Apêndice 2
Escala de Consumo Sustentável (ECS) (versão brasileira)
A seguir, são apresentadas questões que dizem respeito ao seu comportamento de compra.
Deverá classificá-las de 1 a 7. Quanto mais próximo de “1” mais discorda da frase, quanto mais
próximo de “7” mais concorda com a frase.
1
Discordo
totalmente
2
Discordo
muito
3
Discordo
pouco
4
Não concordo,
nem discordo
5
Concordo
pouco
6
Concordo
muito
7
Concordo totalmente
Eu compro produtos com embalagens biodegradáveis (por exemplo, uso sacola de papel em vez de sacola de plástico).
Eu compro produtos recicláveis.
Eu compro produtos fabricados a partir de material reciclado.
Eu compro produtos ecológicos porque preservam o meio ambiente.
Eu prero a compra de produtos que são mais sustentáveis.
Eu compro produtos que tenham o mínimo de embalagem.
Eu prero comprar produtos que causem menos poluição.
Na compra de produtos, prero os que usam embalagens que podem ser recicladas.
Eu prero pagar mais para comprar produtos ecologicamente corretos.
Se um produto for vendido por uma empresa socialmente irresponsável, eu não o compro.
Eu evito comprar produtos de empresas que discriminam minorias.
Eu deixo de comprar produtos de uma empresa que mostra desrespeito pelo meio ambiente.
Eu evito comprar produtos feitos com mão de obra infantil.
Eu compro produtos de empresas que contratam pessoas com deciência.
Eu compro produtos em que parte do preço vai para uma causa humanitária.
Eu planejo cuidadosamente antes de comprar um produto.
Eu compro apenas o que preciso.
Eu controlo o meu desejo por compra excessiva para o bem da geração futura.
Fatores:
Comprar produtos ecologicamente corretos: calcular média aritmética dos itens 1 a 9;
Comprar de empresas com responsabilidade social e ambiental: calcular média aritmética dos itens 10 a 15;
Comprar de modo prudente: calcular média aritmética dos itens 16 a 18.
Interpretação dos resultados:
Médias mais elevadas indicam níveis mais altos de comportamento sustentável de compra em cada uma das dimensões avaliadas.
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CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE
CONSUMPTION SCALE IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN
CONTEXTS
Hérica Melo, Samuel Lins, Gabrielle Poeschl
Abstract
Sustainable
consumption refers to actions aimed at mitigating social and environmental
imbalances through responsible buying behaviors. We conducted two studies to develop and
validate the Sustainable Consumption Scale (SCS) in the Portuguese and Brazilian contexts.
In a preliminary study, we carried out a systematic review to select the items for the initial
SCS version. In the first study (N = 491), we examined initial evidence of internal validity.
The exploratory factor analysis revealed a final structure of 18 items, which explain 67.19%
of the total variance, and represent three factors: Buying environmentally friendly products,
Buying products from companies with social and environmental responsibility, and Buying pru-
dently. Cronbach´s alpha values ranged between .71 and .94, and we observed a strong inten-
tion to purchase environmentally friendly products. In the second study (N = 305), the con-
firmatory factor analysis supported the 18-items multidimensional model, which showed a
better fit than an unidimensional model, with Composite Reliability above .67 for the three
factors. We also observed a strong intention to purchase products from socially and envi-
ronmentally responsible companies. The results support the validity and reliability of the
SCS, although further validity evidence is needed to attest its suitability in the mentioned
contexts
.
Keywords: consumer behaviour, buying, sustainable consumption, scale development, instrument vali-
dation, Brazil, Portugal
Introduction
The social and environmental crisis has intensified as a result of the interaction between
human beings and the environment. Among anthropogenic actions, consumption behaviour has
been a particular source of concern, with consumers’ behavioural characteristics constituting
a central focus of research in this field. In view of the environmental impacts and the growing
depletion of natural resources, it has become imperative to promote significant changes in soci-
etal behaviour towards more sustainable consumption.
Growing awareness of the environmental impacts of consumption has led consumers to
reflect more deeply and to seek changes in their purchasing habits, with an increasing com-
mitment towards sustainability (Sahakian & Seyfang, 2018; Pales-Quaresma & Oliveira, 2024).
Studies such as those by Roberts (1996) and Ribeiro and Veiga (2011) suggest that sustainable
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CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE CONSUMPTION SCALE
IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
Hérica Melo, Samuel Lins, Gabrielle Poeschl
consumption entails choosing environmentally friendly products and/or services, produced by
companies committed to social and environmental responsibility, as well as an assessment of the
actual need for the purchase, so as to minimise or reverse environmental damage. This behav-
iour reflects a rational choice, whereby the consumer prioritises environmental protection even
at the expense of certain personal interests (Zhang & Dong, 2020).
Understanding the aspects that guide sustainable consumption behaviours is essential, given
the possibility that the social and environmental crisis may evolve into an unprecedented col-
lapse, exacerbated by unsustainable consumption patterns. In this context, the present investi-
gation, conducted in Portugal and Brazil, allows for reflection on the challenges and opportuni-
ties involved in advancing towards a more sustainable logic of consumption, one that integrates
parsimony and responsibility for a balanced future.
Despite theoretical advances in this field, a central problem persists: the scarcity of up-to-date,
validated psychometric instruments capable of accurately capturing the multiple dimensions of
this construct. This gap limits the rigorous assessment of consumption practices that simultane-
ously articulate environmental, social, and prudential dimensions, hindering consistent analy-
ses of responsible purchasing behaviours. The present investigation is therefore grounded in the
need to develop a reliable and theoretically informed instrument to measure such behaviours.
Accordingly, the research question guiding this investigation is: How can a scale be constructed
and validated that adequately and reliably assesses sustainable consumption behaviours in the
Portuguese and Brazilian contexts?
Historical Aspects of Sustainable Consumption
In order to contextualise sustainable consumption, it is essential to understand certain his-
torical milestones on the path towards sustainability and sustainable consumption. Since the
1960s, international research, particularly in the fields of psychology and sociology, has been
devoted to examining the characteristics of the conscious consumer and the determinants of
purchases of environmentally friendly products.
The first environmental movements and instances of consumer activism emerged in the
United States from the 1960s and 1970s onwards, prompted by the wider dissemination of envi-
ronmental disasters, which generated debates on pollution and the energy crisis (Roberts, 1996;
Straughan & Roberts, 1999). In 1972, the report entitled Limits to Growth had an enormous impact
on the scientific community, presenting alarming scenarios for the future of the planet should
the prevailing development pattern of the time persist (Meadows et al., 1972; Krüger, 2001). In the
same year, the United Nations Conference on the Human Environment, known as the Stockholm
Conference, marked a significant advance in international negotiations on the environment and
development (Kovalski, 2016).
The 1980s were marked by significant advances in the environmental debate. As highlighted
by Castro (2003), it was during this period that the notion became consolidated that “environ-
mental concern” should be understood from two distinct perspectives: the behavioural, which
concerns practical actions in favour of the environment, and the attitudinal or representational,
which relates to beliefs, values, and perceptions regarding environmental issues. This period also
saw the publication of the Brundtland Report in 1987, which introduced the concept of sustaina-
ble development as a guiding principle for environmental policies and practices (Kovalski, 2016).
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IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
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In the 1990s, the debate intensified with the Eco-92 event held in Rio de Janeiro, which reaf-
firmed the centrality of sustainable development and introduced the term “sustainable con-
sumption” through the document “Agenda 21 Global” (UN, 1992). During the same period, John
Elkington coined the concept of the Triple Bottom Line, based on the 3Ps of Sustainability: People,
Planet, Profit (Elkington, 1997; Placet et al., 2005).
During the 2000s, conferences such as Rio+10 (2002) and Rio+20 (2012) reinforced the commit-
ment to sustainable development and established agendas for the following decades (UN, 2002;
UN, 2012). In 2015, the 2030 Agenda presented 17 Sustainable Development Goals (SDGs) and 169
targets, to be achieved by 2030, as guidelines for a collective global effort to promote more sus-
tainable patterns of production and consumption (UN, 2015; UN, 2024; Silveira & Pereira, 2018).
Aspects of Sustainable Consumption
The concept of sustainable consumption encompasses several aspects, and the terms that
define it are not synonymous but rather present nuances that distinguish them (Gonçalves-Dias
& Moura, 2007). Thus, terms such as conscious, ethical, solidarity-based, and green consump-
tion are frequently used to describe behaviours aligned with sustainable consumption (Costa &
Teodósio, 2011), with distinct emphases on environmental, social, and economic issues.
The expression “green strategies” refers to a set of strategies that enable consumers to express
their environmental concerns and promote changes in consumption habits (Costa & Teodósio,
2011; Gonçalves-Dias & Moura, 2007; Mondini et al., 2018; Portilho, 2005). However, these strate-
gies present important limitations, such as the absence of an effective reduction in the volume of
consumption and the tendency to transfer responsibility for socio-environmental change exclu-
sively onto the consumer (Camargo & Velho, 2012).
The concept of sustainable consumption adopted here is a broader one, encompassing dis-
cussions on equitable access to and distribution of resources, social and environmental justice,
as well as influencing the formulation of public policy (Portilho, 2010). This concept embraces
the urgency of promoting change at the individual, collective, and institutional levels, and aims
to foster more sustainable consumption patterns (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor,
2005).
Understanding the central role of the consumer in this process is fundamental to defining the
standards and limits of sustainable consumption, since individual attitudes are decisive in the
adoption of responsible consumption behaviours (Costa & Echavarria, 2019; Nekmahmud, Ram-
kissoon & Fekete-Farkas, 2022). From this perspective, sustainable consumption encompasses
a set of actions aimed at mitigating socio-environmental imbalances through ecologically con-
scious and socially responsible purchasing behaviours (Arancibia, 2012; Riva et al., 2022). The
conscious consumer, in this context, tends to prioritise the acquisition of sustainable products,
manufactured from recycled materials or bearing environmental certifications (Loiola, Souza &
Hoffmann, 2021; Roberts, 1996; Walker & Brammer, 2012), and is increasingly informed about,
and demanding of, the sustainable practices adopted by companies (Ferreira, 2024).
The construction and validation of a sustainable consumption scale therefore aims to provide
a tool for measuring sustainable purchasing behaviours, thereby contributing to the promotion
of more conscious and responsible consumption across different contexts. Several stages were
followed in pursuit of this objective: in a preliminary study, a systematic review of the literature
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on the topic was conducted, which enabled the construction of the first version of the Sustain-
able Consumption Scale (SCS); Study 1 focused on the initial assessment of its internal validity;
and Study 2 sought to validate the SCS by means of confirmatory factor analysis.
The methodological approach adopted in this investigation was grounded in procedures
widely recognised in the development of psychometric instruments. Initially, the systematic
review made it possible to identify the theoretical and empirical evidence required to compile
an initial pool of items representative of the construct. Subsequently, in Study 1, analyses were
conducted to reduce the item pool and investigate the internal structure of the items. Thereafter,
in Study 2, a confirmatory factor analysis was performed using distinct samples, an approach
widely employed in instrument validation. In the confirmatory stage, the RDWLS estimation
method, appropriate for ordinal data, was used, together with contemporary reliability indica-
tors such as Composite Reliability, reinforcing the rigour of the SCS construction and validation
process.
Preliminary Study
Method
A systematic review was undertaken of scales assessing sustainable consumption between
2010 and 2021, with a focus on purchasing behaviours. The Preferred Reporting Items for System-
atic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) method (Moher et al., 2015; Page et al., 2021) was used
to identify and select articles from the databases. Initially, 213 items were obtained, which were
translated from English into Portuguese. In addition, 40 new items were formulated by students
on the Master’s programme in Psychology at the Faculty of Psychology and Education Sciences
of the University of Porto (FPCEUP) during a classroom activity on the topic.
Following this initial stage, 105 items were excluded for the following reasons: unclear word-
ing, simultaneous assessment of two aspects, lack of relevance to purchasing behaviours, or ref-
erence to specific products/materials. Thus, 148 items were retained and revised in Portuguese
(European and Brazilian variants). The final list was then examined by three researchers in the
field of Psychology, who assessed the pertinence of the items and checked for possible semantic
redundancies, resulting in the exclusion of 116 items owing to similar content. At the end of this
process, the initial version of the SCS comprised 32 items (see Table 1). The response format con-
sisted of a 7-point Likert-type scale (1 = strongly disagree, 7 = strongly agree).
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TABLE1
Initial Version of the Sustainable Consumption Scale (SCS)
Sustainable Consumption Scale item Item source
SC1. I feel good when I control my whims to buy unnecessary things. Quoquab and Mohammad (2020)
SC2. I plan carefully before buying a product.
SC3. I control my desire for excessive buying for the sake of future generations.
SC4. I buy only what I need.
SC5. I make the products I buy last as long as possible.
SC6. I buy reusable products. Ertz et al.(2018)
SC7. I buy second-hand products. Oliveira et al.(2014)
SC8. I buy product rells so as to use containers I already own.
SC9. I use a reusable bag when shopping.
SC10. I do not engage in a purchase that may have a negative eect on the environment. Quoquab and Mohammad (2020)
SC11. I prefer to buy products that cause less pollution. Burnier et al.(2020)
SC12. I buy products with labels containing information about environmental care. Ribeiro et al.(2016)
SC13. I buy recyclable products. Ertz et al.(2018)
SC14. I buy products manufactured from recycled material. Constructed item
SC15. I buy energy-saving products. Geng et al.(2017)
SC16. I prefer to pay more to buy environmentally friendly products. Quoquab and Mohammad (2020)
SC17. I prefer to purchase products that are more sustainable. Ertz et al.(2018)
SC18. I buy ecological products because they preserve the environment. Constructed item
SC19. I buy products with biodegradable packaging (for example, I use a paper bag instead of a
plastic bag).
Quoquab and Mohammad (2020)
SC20. I buy products with minimal packaging. Panzone et al.(2016)
SC21. When buying products, I prefer those with packaging that can be recycled. Oliveira et al.(2014)
SC22. I buy products from companies that seek to improve workers’ conditions. Hosta and Zabkar (2020)
SC23. I buy products from companies that employ people with disabilities.
SC24. I avoid buying products from companies that discriminate against minorities. Helm and Subramaniam (2019)
SC25. I avoid buying products made with child labour.
SC26. I buy products from local businesses. Ertz et al.(2018)
SC27. I do not buy products tested on animals. Carvalho et al.(2015)
SC28. I buy products for which part of the price goes to a humanitarian cause. Ertz et al.(2018)
SC29. If a product is sold by a socially irresponsible company, I do not buy it. Hosta and Zabkar (2020)
SC30. I buy products from companies that support environmental responsibility. Bulut et al.(2017)
SC31. I stop buying products from a company that shows disregard for the environment. Oliveira et al.(2014)
SC32. I switch brands in order to buy products from companies that demonstrate greater care for
the environment.
Carvalho et al.(2015)
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Study 1
Study 1 aimed to obtain initial evidence of the internal validity of the initial version of the
Sustainable Consumption Scale (SCS).
Method
Participants
The sample, obtained through a non-probability sampling process based on accessibility and
convenience, comprised 421 participants, of whom 266 were Portuguese (63.18%) and 149 Brazil-
ian (35.43%); 89 were men (21.14%) and 326 women (77.46%), with ages ranging from 18 to 74 years
(M = 38.34 years, SD = 14.91).
Procedure
The final version of the questionnaire was submitted to a pre-test with a sample of three
Portuguese and three Brazilian participants, with the aim of identifying and correcting potential
comprehension problems. Thereafter, two versions of the questionnaire were created on Survey
Monkey, one directed at the Portuguese population and the other at the Brazilian population.
Following approval by the Ethics Committee of the FPCEUP (Opinion Ref. 2019/11-06c), the ques-
tionnaires were made available online between December 2020 and February 2021, during the
COVID-19 pandemic. Prior to participating, all respondents were given access to the Informed
Consent Form, ensuring that they were aware of the aims and procedures of the study. Data col-
lection was carried out by means of invitations sent via e-mail and social media, with dissemi-
nation support provided by the Communication and Image Service and the Students’ Association
of the FPCEUP.
Data Analysis
A principal components factor analysis with Varimax rotation was applied to the SCS items
in order to extract their potential factors. This analysis was intended to provide validity evidence
based on the internal structure of the scale, as well as to assess its reliability. To evaluate the
internal consistency of the scales, Cronbach’s alpha coefficient was calculated, using the bench-
marks proposed by Hill and Hill (2012) as a reference. Once the final structure of the SCS had
been defined, a repeated-measures analysis of variance was conducted to ascertain whether
there were differences between the means of its factors. Data were analysed using the statistical
software IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences, version 26), adopting a significance
level of 5% (p ≤ .05).
Results
The Exploratory Factor Analysis (EFA) was carried out in three stages, detailed below. In
Stage 1, when analysing the combined sample (Portugal and Brazil), comprising 404 cases and
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32 variables, a value of 12.63 was obtained, satisfying the adequacy criterion. According to the
Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) coefficient of .95 and Bartlett’s test of sphericity, χ² (496) = 8411, p <
.001, the data were found to be suitable for factor analysis.
In Stage 2, the number of factors to be extracted was determined, followed by extraction and
rotation. Based on the cumulative variance criterion, five factors were retained, explaining 62.28%
of the variance in the data. The scree plot, according to the Kaiser-Guttman criterion, also indi-
cated a five-factor structure, with eigenvalues greater than 1. In addition, the Parallel Analysis (PA)
indicated that the factor matrix contained a minimum of three factors, as illustrated in Figure 1.
The final decision regarding the number of factors to retain depends on theoretical ade-
quacy, although the empirical evidence pointed to a structure of between three and five factors.
A five-factor structure was initially chosen owing to the exploratory nature of this study, with a
view to obtaining a more detailed analysis of the sustainable consumption construct. However,
in subsequent studies, the final structure of the scale was found to consolidate into three factors,
as discussed in later stages of the research.
FIGURE1
Scree Plot for Study 1, According to the Parallel Analysis Criterion
In Stage 3, the evaluation and interpretation of the SCS factors began with the analysis of the
extracted variances, the factor loadings, and the communalities of the items. Accordingly, Table
2 presents the initial factor structure of the SCS, together with the means and standard devia-
tions of the factors.
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TABLE2
Initial Factor Structure of the Sustainable Consumption Scale (SCS)
Sustainable Consumption Scale items 1 2 3 4 5 h²
SC19. I buy products with biodegradable packaging (for example, I use a
paper bag instead of a plastic bag). .78 .26 .17 .06 -.03 .70
SC18. I buy ecological products because they preserve the environment. .76 .37 .09 .11 .09 .75
SC17. I prefer to purchase products that are more sustainable. .75 .38 .10 .13 .05 .74
SC13. I buy recyclable products. .73 .28 .38 .00 .14 .77
SC11. I prefer to buy products that cause less pollution. .72 .32 .15 .10 .05 .66
SC14. I buy products manufactured from recycled material. .71 .31 .39 -.02 .18 .78
SC21. When buying products, I prefer those with packaging that can be
recycled. .71 .36 .14 .12 -.03 .66
SC20. I buy products with minimal packaging. .70 .29 .25 .10 -.12 .66
SC16. I prefer to pay more to buy environmentally friendly products. .66 .38 .03 .18 .02 .61
SC12. I buy products with labels containing information about
environmental care. .65 .43 .10 .11 .15 .65
SC9. I use a reusable bag when shopping. .56 -.15 .01 .18 -.09 .38
SC15. I buy energy-saving products. .50 .30 .23 -.01 .25 .46
SC10. I do not engage in a purchase that may have a negative eect on the
environment. .42 .40 .05 .29 -.12 .44
SC29. If a product is sold by a socially irresponsible company, I do not buy it. .10 .81 .11 .13 .00 .69
SC24. I avoid buying products from companies that discriminate against
minorities. .21 .78 .13 -.05 .01 .68
SC31. I stop buying products from a company that shows disregard for the
environment. .31 .77 .01 .09 -.04 .69
SC30. I buy products from companies that support environmental
responsibility. .35 .74 .16 .01 .12 .70
SC32. I switch brands in order to buy products from companies that
demonstrate greater care for the environment. .42 .72 .07 .14 .03 .72
SC23. I buy products from companies that employ people with disabilities. .32 .72 .20 .05 .01 .66
SC28. I buy products for which part of the price goes to a humanitarian
cause. .19 .70 .22 .09 .05 .58
SC25. I avoid buying products made with child labour. .17 .67 .13 .01 .08 .50
SC22. I buy products from companies that seek to improve workers’
conditions. .45 .65 .24 .05 -.05 .68
SC27. I do not buy products tested on animals. .18 .61 -.06 .17 -.06 .44
SC26. I buy products from local businesses. .14 .53 .39 -.03 .16 .48
SC8. I buy product rells so as to use containers I already own. .24 .17 .68 .09 .09 .56
SC6. I buy reusable products. .45 .20 .61 .28 .01 .68
SC7. I buy second-hand products. .16 .12 .60 .06 .01 .41
SC2. I plan carefully before buying a product. .05 .09 .06 .77 .24 .66
SC4. I buy only what I need. .18 .05 .13 .75 -.14 .63
SC3. I control my desire for excessive buying for the sake of future
generations. .30 .11 .03 .64 .24 .57
SC5. I make the products I buy last as long as possible. -.02 .10 .52 .52 -.17 .58
SC1. I feel good when I control my whims to buy unnecessary things. .03 .02 .05 .14 .86 .77
Variance explained by each factor (%) 22.40 21.85 7.40 7.03 3.60
Total variance explained (%) 62.28
M 5.09 5.05 4.73 5.25 5.67
SD 1.22 1.29 1.33 1.07 1.77
Note. N = 404. M = Mean; SD = Standard deviation. Extraction by the Principal Components method with Varimax rotation. Rotation converged in 6
iterations. Factor loadings in bold indicate values above the desired threshold (>.40).
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Item elimination was then carried out to remove problematic items. Initially, items SC9, SC15,
SC10, SC27, SC26, and SC7 were excluded for presenting communality values below .50, and items
SC12, SC10, SC32, SC22, SC6, and SC5 were excluded for having salient factor loadings (above .40)
on more than one factor. Item SC1 was also eliminated because it loaded on a factor in isolation.
In a second step, items SC30 (owing to a salient factor loading on more than one factor) and SC8
(with a communality below .50) were removed. In total, 14 items were eliminated.
A new factor analysis was subsequently performed on the 18 retained items. The results
indicated the adequacy of the sample, with KMO = .93 and Bartlett’s test of sphericity, χ² (153)
= 5018.63, p < .001. The scree plot indicated a three-factor structure. Table 3 presents the final
factor structure of the SCS, including the extracted variance, the factor loadings, the item com-
munalities, the corrected item-total correlations for the factor to which each item belongs (ritc),
as well as the Cronbach’s alpha (α) values, the means, and the standard deviations of the factors.
TABLE3
Final Factor Structure of the Sustainable Consumption Scale (SCS)
Sustainable Consumption Scale items 1 2 3 h² ritc
SC19. I buy products with biodegradable packaging (for example, I use a paper bag
instead of a plastic bag).
.82 .18 .11 .72 .79
SC13. I buy recyclable products. .81 .25 .08 .72 .80
SC14. I buy products manufactured from recycled material. .79 .29 .07 .71 .79
SC18. I buy ecological products because they preserve the environment. .79 .31 .15 .74 .82
SC17. I prefer to purchase products that are more sustainable. .79 .32 .16 .75 .83
SC20. I buy products with minimal packaging. .77 .24 .13 .66 .76
SC11. I prefer to buy products that cause less pollution. .77 .27 .12 .67 .77
SC21. When buying products, I prefer those with packaging that can be recycled. .76 .29 .13 .68 .77
SC16. I prefer to pay more to buy environmentally friendly products. .66 .30 .22 .58 .70
SC29. If a product is sold by a socially irresponsible company, I do not buy it. .18 .82 .11 .71 .73
SC24. I avoid buying products from companies that discriminate against minorities. .28 .81 -.02 .69 .77
SC31. I stop buying products from a company that shows disregard for the
environment.
.35 .75 .06 .69 .75
SC25. I avoid buying products made with child labour. .23 .71 .03 .56 .64
SC23. I buy products from companies that employ people with disabilities. .40 .70 .10 .66 .73
SC28. I buy products for which part of the price goes to a humanitarian cause. .28 .70 .14 .58 .67
SC2. I plan carefully before buying a product. .02 .11 .83 .71 .57
SC4. I buy only what I need. .16 .02 .77 .62 .51
SC3. I control my desire for excessive buying for the sake of future generations. .28 .09 .71 .59 .50
Number of items 9 6 3
Eigenvalue 8.74 1.84 1.52
Variance explained by factor (%) 33.41 22.64 11.14
Total variance explained (%) 67.19
M 5.14 5.01 4.91
SD 1.32 1.41 1.25
Cronbach’s alpha (α) .94 .89 .71
Note. N = 410. M = Mean; SD = Standard deviation; ritc: corrected item-total correlation for the factor to which the item belongs. Extraction perfor-
med by the Principal Components method with Varimax rotation. Rotation converged in 5 iterations. Factor loadings in bold indicate values above
the desired threshold (>.40).
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As shown in Table 3, the corrected item-total correlations for the factors to which the items
belong were adequate, ranging from .50 to .83. With regard to internal consistency, the alpha
values proved satisfactory, ranging between .71 and .94. The final factor structure of the SCS
comprises 18 items, which explain 67.19% of the total variance and represent three factors of the
Sustainable Consumption construct, described below.
(1) Buying environmentally friendly products (α = .94): This factor contains nine items, with
loadings between .70 and .83. Its eigenvalue is 8.74, explaining 33.41% of the total variance. It is
associated with a preference for products that protect the environment, such as environmentally
friendly, sustainable, or recyclable products, or those manufactured from recycled materials, as
well as products with biodegradable packaging and a lower environmental impact.
(2) Buying from companies with social and environmental responsibility (α = .89): This factor
comprises six items, with loadings from .64 to .77. Its eigenvalue is 1.84, explaining 22.64% of the
total variance. It reflects consumers’ preference for products from companies that adopt ethi-
cal and socially responsible practices (i.e., non-discrimination against minorities, respect for the
environment, absence of child labour, employment of people with disabilities, and the allocation
of part of sales revenue to humanitarian causes).
(3) Buying prudently (α = .71): This factor comprises three items, with loadings between .50
and .57. Its eigenvalue is 1.52, explaining 11.14% of the total variance. It refers to consumers’
tendency to make purchases in a planned and conscious manner (i.e., how much, how, and why
to buy), prioritising the acquisition of what is necessary and avoiding excessive consumption,
which points to a simpler, less consumerist lifestyle.
On the basis of these three factors, sustainable consumption is characterised by a preference
for environmentally friendly products, by the choice of companies with social and environmen-
tal responsibility, and by a prudent approach to purchasing. Finally, in order to ascertain whether
there were differences between the means of the SCS factors, a repeated-measures analysis of
variance was conducted. The results showed significant differences between the factors, F (2,
818) = 5.52, p = .004, with Buying environmentally friendly products presenting the highest mean
values (M = 5.14, SD = 1.32) (see Table 3). In other words, the predominant sustainable consump-
tion behaviour among the respondents is a preference for products that protect the environment.
Study 2
Study 2 aimed to investigate evidence of the validity of the Sustainable Consumption Scale
(SCS).
Method
Participants
The sample for Study 2, which likewise resulted from a non-probability sampling pro-
cess based on accessibility and convenience, comprised 305 participants, of whom 139 were
40
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Portuguese (45.57%) and 166 (54.43%) Brazilian; 84 were men (27.54%) and 221 women (72.46%),
with ages ranging from 18 to 76 years (M = 37.30 years, SD = 14.48).
Instrument
The questionnaire consisted of the SCS items selected in Study 1 and was administered in
the Portuguese (see Appendix 1) and Brazilian (see Appendix 2) versions. The response format
consisted of a 7-point Likert-type scale (1 = strongly disagree, 7 = strongly agree).
Procedure
The data collection and ethical procedures followed the same criteria described in Study 1.
Data collection took place between May and October 2021.
Data Analysis
With the aim of confirming the factor structure of the SCS obtained in Study 1, a Confirm-
atory Factor Analysis (CFA) was conducted on the Study 2 data. The analysis was implemented
using the Robust Diagonally Weighted Least Squares (RDWLS) estimation method, which is appro-
priate for categorical data (DiStefano & Morgan, 2014; Li, 2016).
The global goodness of fit of the model was assessed by means of the following indices: χ²;
χ²/df; Comparative Fit Index (CFI); Tucker-Lewis Index (TLI); Standardized Root Mean Square Resid-
ual (SRMR); and Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA). χ² values should be non-sig-
nificant; the χ²/df ratio should be ≤ 5 or, preferably, ≤ 3; CFI and TLI values should be ≥ .90 and,
preferably, above .95; RMSEA values should be ≤ .08 or, preferably, ≤ .06, with a confidence inter-
val (upper bound) ≤ .10 (Brown, 2015).
The local goodness of fit was assessed by means of the standardised factor loadings (λ) and
the individual reliability of the items (R²), with reference values of factor loading ≥ .50 and indi-
vidual reliability ≥ .25 (Marôco, 2021). To measure the reliability of the instrument, Composite
Reliability (CR) was calculated (Valentini & Damasio, 2016; Raykov, 1997), whereby CR ≥ .70 indi-
cates adequate reliability (Marôco, 2021).
In addition, to compare the multidimensional model of the SCS (derived from Study 1) with
a unidimensional model of the same scale, the Bayesian Information Criterion (BIC) was calcu-
lated, with lower values of this index indicating better fit. Finally, with a view to suggesting
improvements for future studies and taking into account the theoretical and conceptual coher-
ence of each item, the Modification Indices (MI) were reported. Furthermore, correlated errors
were identified (i.e., items that correlate with one another and have overlapping content, based
on MI values > 11) (Marôco, 2021).
Results
Figure 2 shows that the multidimensional model identifies 18 items as indicators of three
latent factors: Buying environmentally friendly products (nine items), Buying from companies
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with social and environmental responsibility (six items), and Buying prudently (three items). It
can be seen that most of the SCS items present high factor loadings and adequate individual reli-
ability, with the exception of item SC16 (“I plan carefully before buying a product”), λ = .48, R²
= .23, whose values fall slightly below the desirable criteria (λ ≥ .50 and R² ≥ .25) (see Figure 2).
FIGURE2
Factor Structure of the Multidimensional Model of the Sustainable Consumption Scale (SCS)
In addition, two models were tested: the multidimensional model, with 18 items grouped into
three factors, and the unidimensional model, with the same items grouped into a single factor.
Although the χ² statistic was significant in both models (p ≤ .001), the multidimensional model
presented more adequate fit indices, χ² (132) = 312.37, p < .001, χ²/df = 2.37, CFI = 1.00, TLI = 0.99,
SRMR = 0.05, RMSEA = 0.07, in comparison with the unidimensional model, χ² (135) = 605.29, p <
.001, χ²/df = 0.99, CFI = 0.99, TLI = 0.98, SRMR = 0.07, RMSEA = 0.11 (cf.Brown, 2015: χ²/df ≤ 5, CFI
and TLI ≥ 0.90, SRMR and RMSEA ≤ 0.08) (see Table 4).
TABLE4
Fit Indices for the Models Tested in the Confirmatory Factor Analysis of the Sustainable Consumption Scale
(SCS)
Model χ² (df) χ²/df CFI TLI SRMR RMSEA (90% CI)
Unidimensional 605.29 (135)*** 4.48 0.99 0.98 0.07 0.11 (0.10, 0.12)
Multidimensional 312.37 (132)*** 2.37 1.00 0.99 0.05 0.07 (0.06, 0.08)
Note. χ² = Chi-square; df = degrees of freedom; χ²/df = ratio of chi-square to degrees of freedom; CFI = Comparative Fit Index; TLI = Tucker–Lewis
Index; SRMR = Standardized Root Mean Square Residual; RMSEA = Root Mean Square Error of Approximation; 90% CI = 90% confidence interval.
***p < .001.
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With regard to Composite Reliability (CR), all factors presented values above .67: Buying
environmentally friendly products (CR = .95); Buying from companies with social and environ-
mental responsibility (CR = .90); and Buying prudently (CR = .67). To compare the two models, the
BIC index was used, which indicated that the multidimensional model (BIC = 16616.66) is more
adequate than the unidimensional model (BIC = 16818.21).
In the analysis of the Modification Indices (MI) concerning residual covariances, the follow-
ing values with MI > 11 were identified: SC2 and SC3 (Factor 1), MI = 43.87; SC16 and SC17 (Factor
3), MI = 30.67; SC14 and SC15 (Factor 2), MI = 23.53; SC5 and SC8 (Factor 1), MI = 16.13; SC6 (Factor
1) and SC18 (Factor 3), MI = 15.80; SC12 and SC14 (Factor 2), MI = 14.08; SC3 (Factor 1) and SC15
(Factor 2), MI = 13.06; SC17 and SC18 (Factor 3), MI = 12.72; SC12 and SC15 (Factor 2), MI = 12.49.
Two residual covariances were observed between items belonging to different factors: SC6 and
SC8; and SC3 and SC15. Nevertheless, from a theoretical standpoint, these items are well inter-
preted within the factors to which they belong. The identification of these errors in the model
may therefore suggest modifications for future studies. It should be emphasised that, in the pres-
ent study, the modification indices were not used to improve the model.
Finally, a repeated-measures analysis of variance was conducted to examine differences
between the means of the sustainable consumption factors. The results indicated significant dif-
ferences, F (2, 596) = 19.13, p < .001, with Buying products from companies with social and envi-
ronmental responsibility presenting the highest mean values (M = 5.37, SD = 1.14), followed by
Buying environmentally friendly products (M = 5.36, SD = 1.11) and Buying prudently (M = 5.00,
SD = 1.27). These results suggest that respondents prefer to buy products from companies that
demonstrate social and environmental responsibility.
Discussion and Conclusion
Several procedures were undertaken in order to construct and validate a Sustainable Con-
sumption Scale (SCS) in Portugal and Brazil. In a first stage, the elements assessing sustainable
consumption were gathered and the 32 items constituting the initial version of the SCS were
selected. In Study 1, procedures were adopted to adapt the initial structure of the SCS, including
the rewording of items to ensure better comprehension and interpretation by respondents, as
well as a refinement of the measure through the elimination of items from the factor structure.
The results of the EFA were satisfactory, yielding a model comprising 18 items organised into
three factors: (1) Buying environmentally friendly products (nine items); (2) Buying from com-
panies with social and environmental responsibility (six items); and (3) Buying prudently (three
items). These factors reflect, respectively, three aspects of sustainable purchasing: the product,
the company, and the consumer.
The first two factors are close to the notion of Ecological consciousness, referred to by Ribeiro
and Veiga (2011), who highlight consumers' growing preference for sustainable products and ser-
vices. This type of behaviour is frequently described in the literature as “conscious consumption”,
“green consumption” (Gonçalves-Dias et al., 2009; Roberts, 1996; Straughan & Roberts, 1999), or
“environmental sustainability behaviour” (Bulut et al., 2017). Corporate social and environmental
responsibility, as discussed by Baracho et al.(2018), entails strategic planning oriented towards
sustainable development, which involves the need to “provide for ideal working conditions,
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conduct business with ethics and transparency, preserve the environment, serve consumers, and
pave the way for new technological development” (p.30).
The Buying prudently factor is close to the Frugality construct identified in the scale by
Ribeiro and Veiga (2011), which relates to the adoption of less consumerist lifestyles. It is a dimen-
sion that encourages consumers to reflect on their purchasing habits, prioritising basic needs and
reducing excessive consumption, an aspect that is also close to the Unnecessary consumption
and Thrift dimensions in the study by Bulut et al.(2017).
The results of Study 1 show that the internal consistency indices were adequate across all
subscales (Cronbach’s alpha values > .70), indicating that the SCS is a reliable measure for assess-
ing sustainable purchasing behaviours in Portuguese and Brazilian populations. Moreover, this
study revealed a strong intention to purchase environmentally friendly products, in line with the
observations of Boztepe (2012) and Griskevicius et al.(2010), who highlight the altruistic charac-
ter of such choices, even when they entail higher costs or, in some cases, lower quality compared
with conventional products. Notwithstanding these limitations, such decisions tend to reduce
negative environmental impacts, contributing to minimising damage to the environment and,
consequently, generating less harmful effects for society as a whole, which aligns with the prin-
ciples of sustainable development.
Several authors point out that consumers are increasingly inclined to purchase green and
sustainable products (Bloemer & Ruyter, 2002), associating this type of consumption with health,
well-being, and quality of life (Kamalanon et al., 2022; Tavares, 2014). The wider dissemination of
information about such products (Afonso, 2010) has increased environmental awareness, which
positively influences purchase intention (Colares, 2016). In this regard, the level of knowledge
that consumers possess about environmental issues may play a decisive role in their choices
(Hasan et al., 2019), as may the perception of eco-labels, which enhance the predisposition to buy
(Asif et al., 2023; Rashid, 2009).
In Study 2, the structure identified in Study 1 was deemed adequate to explain the observed
data, confirming a multidimensional model comprising 18 items which, compared with the uni-
dimensional model, presented more adequate fit indices. Theoretically, the identification of a
structure that corroborates the international literature enables dialogue with other international
investigations, suggesting that this type of purchasing behaviour may be understood across dif-
ferent contexts.
With regard to differences among the SCS factors, the results of Study 2 suggest a strong
intention to purchase products from companies with social and environmental responsibility.
This finding is consistent with the literature indicating that ecological marketing may constitute
a competitive advantage, since consumers tend to perceive such companies as more trustworthy
and environmentally friendly products as safer (Blahu'iaková, 2024; Motta & Oliveira, 2007).
Accordingly, the development and validation of the SCS respond to the need to deepen the
theoretical understanding of this construct, filling gaps in the literature regarding the meas-
urement of this purchasing behaviour. Furthermore, the findings indicate that the SCS may be
applied in future studies with different populations and cultures, enabling advances in consumer
psychology and in social psychology oriented towards consumption.
Nevertheless, certain limitations should be considered. The data were based on participants’
self-reports of their purchasing behaviours, without measuring actual behaviour. The use of a
structured questionnaire may also have limited the capture of deeper perceptions regarding the
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content under investigation. The non-probability convenience sample resulted in an imbalance,
with a predominance of women. In addition, the research did not specify the types of products
consumed, and sustainable consumption encompasses a range of everyday practices (e.g., food,
housing, transport, etc.) that were not directly addressed.
We consider it pertinent that the multidimensional structure of the SCS be followed up by
additional studies examining this consumption behaviour, particularly in relation to product
purchases in other cultures and with other populations, in order to verify its generalisability. We
also propose the adaptation of the SCS items to specific product contexts or consumption situa-
tions, deepening the analysis of how different factors influence sustainable behaviour.
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PSIQUE • e-ISSN 2183-4806 • Volume XXII • Issue Fascículo 2 • 1st july julho-31st december dezembro 2026 • pp. 24-38
CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE CONSUMPTION SCALE
IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
Hérica Melo, Samuel Lins, Gabrielle Poeschl
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49
PSIQUE • e-ISSN 2183-4806 • Volume XXII • Issue Fascículo 2 • 1st july julho-31st december dezembro 2026 • pp. 24-38
CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE CONSUMPTION SCALE
IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
Hérica Melo, Samuel Lins, Gabrielle Poeschl
Appendix1
Sustainable Consumption Scale (SCS) (Portuguese version)
Below are statements concerning your purchasing behaviour. You should rate each of them
from 1 to 7. The closer to “1”, the more you disagree with the statement; the closer to “7”, the more
you agree with the statement.
1 2 3 4 5 6 7
Strongly
disagree
Disagree Somewhat
disagree
Neither agree nor
disagree
Somewhat agree Agree Strongly agree
1. I buy products with biodegradable packaging (for example, I use a paper bag instead of a plastic bag).
2. I buy recyclable products.
3. I buy products manufactured from recycled material.
4. I buy ecological products because they preserve the environment.
5. I prefer to purchase products that are more sustainable.
6. I buy products with minimal packaging.
7. I prefer to buy products that cause less pollution.
8. When buying products, I prefer those with packaging that can be recycled.
9. I prefer to pay more to buy environmentally friendly products.
10. If a product is sold by a socially irresponsible company, I do not buy it.
11. I avoid buying products from companies that discriminate against minorities.
12. I stop buying products from a company that shows disregard for the environment.
13. I avoid buying products made with child labour.
14. I buy products from companies that employ people with disabilities.
15. I buy products for which part of the price goes to a humanitarian cause.
16. I plan carefully before buying a product.
17. I buy only what I need.
18. I control my desire for excessive buying for the sake of future generations.
Factors:
Buying environmentally friendly products: calculate the arithmetic mean of items 1 to 9;
Buying from companies with social and environmental responsibility: calculate the arithmetic mean of items 10 to 15;
Buying prudently: calculate the arithmetic mean of items 16 to 18.
Interpretation of results:
Higher means indicate higher levels of sustainable purchasing behaviour in each of the dimensions assessed.
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CONSTRUCTION AND VALIDITY EVIDENCE OF A SUSTAINABLE CONSUMPTION SCALE
IN THE PORTUGUESE AND BRAZILIAN CONTEXTS
Hérica Melo, Samuel Lins, Gabrielle Poeschl
Appendix2
Sustainable Consumption Scale (SCS) (Brazilian version)
Below are statements concerning your purchasing behaviour. You should rate each of them
from 1 to 7. The closer to “1”, the more you disagree with the statement; the closer to “7”, the more
you agree with the statement.
1 2 3 4 5 6 7
Strongly
disagree
Disagree Somewhat
disagree
Neither agree nor
disagree
Somewhat agree Agree Strongly agree
1. I buy products with biodegradable packaging (for example, I use a paper bag instead of a plastic bag).
2. I buy recyclable products.
3. I buy products manufactured from recycled material.
4. I buy ecological products because they preserve the environment.
5. I prefer to purchase products that are more sustainable.
6. I buy products with minimal packaging.
7. I prefer to buy products that cause less pollution.
8. When buying products, I prefer those with packaging that can be recycled.
9. I prefer to pay more to buy environmentally friendly products.
10. If a product is sold by a socially irresponsible company, I do not buy it.
11. I avoid buying products from companies that discriminate against minorities.
12. I stop buying products from a company that shows disregard for the environment.
13. I avoid buying products made with child labour.
14. I buy products from companies that employ people with disabilities.
15. I buy products for which part of the price goes to a humanitarian cause.
16. I plan carefully before buying a product.
17. I buy only what I need.
18. I control my desire for excessive buying for the sake of future generations.
Factors:
Buying environmentally friendly products: calculate the arithmetic mean of items 1 to 9;
Buying from companies with social and environmental responsibility: calculate the arithmetic mean of items 10 to 15;
Buying prudently: calculate the arithmetic mean of items 16 to 18.
Interpretation of results:
Higher means indicate higher levels of sustainable purchasing behaviour in each of the dimensions assessed.