Intangibilidade da legítima: análise da autonomia privada versus solidariedade familiar
Date
2021-12-20
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Portuguese
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A alteração na dinâmica das famílias traz a necessidade de sempre buscar atualizar as normas
jurídicas à realidade que busca resguardar, observando-se se o objeto de proteção ainda se
encontra com o mesmo status que deu origem à tutela de outrora.
A previsão de uma reserva obrigatória da herança para determinados parentes e para o cônjuge
tem sido contestada pelos que buscam deixar a totalidade de seus bens para alguém de fora da
lista de parentes previstos pela lei civil, ou que pretendem dividir sua herança em quinhões
diferentes entre os herdeiros legítimos.
Diante da crítica ao atual sistema, que ignora mudanças cruciais, como o fato de a maioria dos
pais falecerem sem deixar filhos menores ou dependentes e o fato de que na maioria dos casais
ambos possuem economia própria, continua a tratar da herança como se fosse algo relacionado
necessariamente à solidariedade familiar, quando na realidade gira em torno da autonomia
patrimonial na maioria dos casos.
Atentos à crítica, deve-se verificar a viabilidade de uma mudança nas legislações
infraconstitucionais que permitisse a extinção ou mitigação da reserva da legítima, além do
exercício de uma reflexão sobre a justiça e a moral que pairam sobre o instituto.
Keywords
herança, legítima, descendentes
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
202960889
Designation
Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access