As técnicas de comunicação em cuidados paliativos: na relação entre a civilidade e o coping
Date
2021-07-21
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Portuguese
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Os Cuidados Paliativos surgem na década de 1960, no Reino Unido, como um
movimento onde se devolve um trabalho junto de sujeitos sem possibilidade de cura
(Matsumoto, 2009). A Organização Mundial de Saúde, define os Cuidados Paliativos como a
abordagem que presta cuidados no sentido da melhoria da qualidade de vida de pacientes e seus
familiares, que enfrentam uma doença que ameaça e coloca em causa a vida, através da
identificação e avaliação precoce, prevenção e alívio do sofrimento, e tratamento da dor total,
desde física, psicossocial e espiritual (OMS, 2007). Cada vez mais a população depara-se com
doenças incuráveis, progressivas e crónicas, o que acarreta um sofrimento notável e acentuado
à pessoa diagnosticada, bem como à sua família. Trata-se de uma realidade marcada pela
proximidade e confrontação com a morte, o que pressupõe um processo de luto. Perante isto, a
prestação de cuidados dos profissionais de saúde desenvolve-se de forma multidisciplinar,
tendo como principal princípio a comunicação. Os profissionais de saúde envolvem-se
emocionalmente com o sofrimento dos doentes e dos seus familiares perante a terminalidade
da vida, sendo que, muitas vezes não se encontram aptos para reconhecer e avaliar os seus
próprios sentimentos. A confrontação com o sofrimento dos pacientes e da família é um desafio
constante que alimenta um sentimento de impotência, de perda de controlo da situação e
angústia diante da iminência da morte. Pelo que, para além da comunicação, importa avaliar as
estratégias de coping predominantes, mais ou menos adaptativas, destes profissionais, mediante
o clima de civilidade da equipa. Deste modo, o objetivo da presente investigação será verificar
se as técnicas de comunicação, na equipa interdisciplinar em Cuidados Paliativos, promovem o
desenvolvimento de estratégias de coping adaptativas, que serão reforçadas por maiores níveis
de civilidade. A amostra é composta por 53 participantes, com médias de idades de 37.2 anos.
A maioria era do género feminino (84.9%), solteira (41.5%) e enfermeiro(a) (41.2%). A
antiguidade média na profissão era de 10.2 anos, o tempo médio na instituição era de 6.5 anos
e a antiguidade média no serviço era de 5.4 anos. O questionário desenvolvido para este estudo
inclui uma série de questões sociodemográficas, o instrumento de medição das estratégias de
coping Brief Cope, o instrumento de medição da civilidade ECT, e o instrumento que inclui as
técnicas de comunicação. De modo a explorar a relação entre as variáveis que se considerou no
modelo presente, recorreu-se à correlação de Pearson. Conclui-se que, apesar de não existir
efeito moderador da civilidade entre a técnica de comunicação terapêutica aconselhar e a
estratégia de coping humor, existe uma influência direta entre o aconselhar e o humor.
Keywords
Cuidados Paliativos, Profissionais de saúde, Comunicação, Coping, Civilidade
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
202754162
Designation
Dissertação de Mestrado em Psicologia. Psicologia Clínica e de Aconselhamento
Access Type
Open Access