A fraude com cartão bancário em Portugal na actualidade
Date
2013
Embargo
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Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
Em 2007, o sistema de pagamentos português foi considerado como um dos mais
avançados do mundo.
Em 2008, a Associação de Pagamentos do Reino Unido concluiu que o sistema
português era líder no que diz respeito ao número de funcionalidades disponíveis e no número
de caixas automáticas multibanco por pessoa. Das 9 caixas que foram instaladas em Lisboa e
Porto em 1985, passámos para 14.126, no final de 2010, em todo o território nacional.
A estes números correspondem, apenas em Dezembro de 2011, levantamentos de
numerário de € 7.129.367 e a compras no valor de € 9.542.369 em estabelecimentos
comerciais.
Mas estes números ocultam no entanto uma realidade. A da fraude cometida com um
instrumento de pagamento sobejamente conhecido e utilizado. O cartão bancário.
No ano de 2010, a Polícia Judiciária investigou 1115 processos deste tipo de fraude,
em 2011, os investigadores desta Polícia trabalharam em 1553 inquéritos. Estes números
voltarão a subir no presente ano e ao que tudo indica nos próximos, caso não sejam tomadas
medidas concretas direccionadas para a evolução tecnológica do meio de pagamento cartão e
para a forma como se processa a aquisição de bens e serviços através da Internet.
Neste trabalho trataremos da realidade actual da fraude cometida com cartões
bancários em Portugal, analisando casos reais e procurando tipificá-los penalmente tecendo-se
considerações que procuraremos serem pertinentes. Tal será alicerçado na nossa experiência
profissional, no âmbito do qual o presente relatório se desenvolve, mas também na nossa
formação jurídica, pelo que recorreremos sempre que possível a um enquadramento penal e
jurisprudencial do que for desenvolvido.
Procuraremos, apesar de considerarmos que esta é uma temática que ainda não foi
objecto de estudo, ter em atenção as obras publicadas pela doutrina portuguesa e que abordam
teoricamente esta matéria, de forma a que o que for explanado encontre acolhimento em
fontes fidedignas e rigorosas, que a nossa experiência diária possa apenas complementar.
Começaremos por um capítulo generalista, de conceitos básicos e prosseguiremos para
a fraude cometida em Portugal na qual o presente estudo é baseado. Tipificaremos o tipo de
fraude, contextualizando-o e abordaremos de forma simples o seu enquadramento legal,
tecendo por vezes algumas críticas, mas apresentando soluções que poderão ser encaradas
como inovações ou pontos de vista que se nos afiguram oportunos.Optámos por não redigir nenhum capítulo que tratasse de direito comparado, uma vez
que todos os contactos efectuados com Polícias estrangeiras que investigam este crime, são
realizados por intermédio do Gabinete Nacional da Interpol, resumindo-se a nossa intervenção
ao cumprimento de ofícios rogatórios e outras solicitações pontuais, daí não resultando um
conhecimento abrangente da legislação em vigor noutros Países.
Seguidamente, de acordo com as regras da matriz para a elaboração do relatório
profissional, apresenta-se o Curriculum Vitae e a respectiva apreciação crítica do mesmo.
Keywords
Document Type
Report
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Open Access