O trabalho: punição divina e libertação prometaica
| dc.contributor.author | Mendes, João Maria | |
| dc.date.accessioned | 2015-07-02T11:49:49Z | |
| dc.date.available | 2015-07-02T11:49:49Z | |
| dc.date.issued | 2008 | |
| dc.description.abstract | E “ganharás o teu pão com o suor do teu rosto até que voltes ao chão de que és feito” (Génese, 3,19). Para as culturas que mantêm a Bíblia, a judaica e a cristã, como narrativa kérygmática arquetipal, fundadora de crença, ou como texto mítico de referência obrigatória, o sentido do trabalho é fácil de definir: ele faz parte do pacote de sanções com que Yahvé, implacável, pune o pecado original — e hereditário — do primeiro homem. Expulso do Éden, onde fora criado para ser apenas o ocioso jardineiro de Deus, Adão e toda sua progenitura vêem-se condenados a trabalhar. O trabalho nasce como castigo e marca da condição humana. “Até que voltes ao chão de que és feito”: sem reforma, nem sequer por invalidez, nem, muito menos, férias pagas. Tudo isso são paliativos modernos, amnistias contratualizadas que amenizam a divina condenação, e que as sociedades foram tolerando como pharmakon nas suas lentas laicizações, que as tornaram mais profanas, ou menos literalistas em matéria de sagradas escrituras. | por |
| dc.identifier.isbn | 978-989-619-135-1 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11144/1331 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.peerreviewed | no | por |
| dc.publisher | OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa | por |
| dc.relation.publisherversion | http://janusonline.pt/2008/2008_4_1_1.html | por |
| dc.rights | open access | por |
| dc.title | O trabalho: punição divina e libertação prometaica | por |
| dc.type | journal article | por |
| degois.publication.title | JANUS 2008 - O que está a mudar no trabalho humano | por |
| dspace.entity.type | Publication | en |
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