Conceptualização da aplicação móvel Gooday para smartphones de pacientes com doença mental grave (DMG)
Date
2018
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Portuguese
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As doenças mentais caracterizam-se pela combinação de pensamentos, emoções,
comportamentos e relações com os outros fora do comum (OMS, 2016)a e são consideradas
uma prioridade, apresentando elevada prevalência e uma das maiores taxas de incapacidade
psicossocial e elevada mortalidade (OMS, 2016)b
. Em 2010, 165 milhões de pessoas na Europa
eram afetadas anualmente por uma doença ou perturbação mental (Wittchen, 2011).
Atendendo à definição do National Institute of Mental Health, a Doença Mental Grave (DMG),
baseia-se em três critérios: “(1) o critério diagnóstico, descrito como psicose não-orgânica e
perturbação de personalidade; (2) o critério de duração, que descreve os doentes mentais
graves como tendo uma longa história de internamentos prévios ou de tratamento em
ambulatório; e (3) o critério disfuncionalidade, que inclui comportamentos perigosos ou
desviantes, incapacidade moderada em atividades profissionais e não-profissionais e
incapacidade ligeira nas necessidades básicas” (Schinnar, Rothbard, Kanter, e Jung, 1990). Em
Portugal, em 2012, cerca de 4% da população adulta apresentou uma perturbação mental
grave, 11,6% uma perturbação de gravidade moderada e 7,3% uma perturbação de gravidade
ligeira (Nove Medical School, 2013).
Neste projeto caracterizámos a DMG por três patologias, a depressão major, a esquizofrenia e
o distúrbio de personalidade borderline, embora se tenha optado por incluir também dados
sobre a manifestação de comportamentos de suicídio e/ou lesões auto-provocadas
intencionalmente.
Keywords
Doença mental grave, mHealth
Document Type
Working paper
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Open Access