O desacerto transatlântico
Date
2018-08
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Publisher
Empresa da Revista Militar
Language
Portuguese
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Abstract
Este é o tema que nunca pensei que sentiria vontade de abordar: o desacerto
transatlântico. E nunca pensei porque o tema não me é grato e, sobretudo, porque não
imaginei que se viesse a colocar neste ciclo histórico.
De facto tudo parecia sugerir que, mesmo não devendo ser compreendida como
definitivamente eterna, a comunidade transatlântica, composta pela Europa e pelos
Estados Unidos da América e Canadá, era intrinsecamente coesa e por essa razão
inquestionável no horizonte temporal que somos razoavelmente capazes de perspetivar.
Vários parâmetros pareciam corroborar e suportar essa visão. Em primeiro lugar uma
comunalidade de paradigmas civilizacionais, de princípios e interesses. Consequência
nomeadamente da matriz predominantemente europeia da Nação americana e da adoção
de modelos essencialmente idênticos de organização política, social e económica.
Mas também e de modo muito vivo, um trajeto conjunto e bem sucedido em períodos
difíceis e marcantes, como foram as duas Guerras Mundiais e a Guerra Fria.
E ainda compromissos partilhados como os correspondentes à criação das Nações
Unidas e da NATO, à construção do ordenamento financeiro, monetário e comercial do
Mundo no pós 2ª Guerra Mundial, ao empenhamento americano na Segurança e Defesa
da Europa. E, mais modernamente, à reconfiguração e aggiornamento da Aliança
Atlântica após o colapso da União Soviética, e cujo propósito e utilidade estão já
demonstrados.
Ao que se pode e deve juntar o esforço comum na pacificação das Balcãs Ocidentais e a
singular expressão de solidariedade que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de
setembro de 2001.
Keywords
União Europeia, Segurança, Transatlântico
Document Type
Journal article
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Open Access