Uma segurança interna cada vez mais europeia? Uma segurança externa cada vez mais nacional?
Date
2019-07
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EDIUAL
Language
Portuguese
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A propensão para uma combinação de política de alianças, a segurança coletiva, o
multilateralismo, a relação desequilibrada entre os Estados Unidos e a Europa, a segurança
europeia, são alguns dos fatores estruturais que afetam a capacidade de estados únicos,
mesmo os mais poderosos, para exercer a liderança no domínio da segurança. Por seu turno,
o novo tipo de fenómenos como o terrorismo, a escassez de recursos, catástrofes naturais,
pandemias ou movimentos de refugiados em massa, têm vindo a retrair a preeminência da
dimensão militar da segurança.
Estas transformações e o significativo robustecimento de responsabilidades por parte da
União Europeia por estas matérias de segurança e de defesa, impõem novas formas de
cooperação e de liderança no mundo multipolar em que vivemos. O Estado português,
enquanto titular da função de soberania de prover segurança, não pode adiar o processo
de adequação a estas recentes conceções de segurança e de defesa que, de forma reiterada
e gradativa, vêm sustentando uma visão abrangente de segurança, na qual a utilização dos
recursos humanos e materiais disponíveis, não dependem da sua natureza – militar ou
policial.
No atual ambiente de segurança que vivemos, a divisão clássica entre segurança interna e
segurança externa estará em crise? Continua a justificar‑se esta visão westfaliana de pensar
a segurança, como forma de limitar a atuação da Polícia e das Forças Armadas?
Pretende‑se, com este artigo, proceder a uma análise, exploratória, sobre se esta visão,
marcadamente bipolar, continua a fazer sentido diante das novas ameaças e do atual
contexto internacional.
Keywords
Direito internacional, Segurança
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Journal article
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Open Access