Responsabilidade civil extracontratual do estado pelo exercício da função administrativa: causas de exclusão em Portugal e no Brasil
Date
2022-02-07
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Language
Portuguese
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Abstract
A presente dissertação pretende demonstrar, inicialmente, o surgimento e a
evolução no tratamento jurídico da responsabilidade civil extracontratual do Estado, com
ligação à história do Estado de Direito e ao desenvolvimento dos direitos fundamentais.
Foram pesquisadas as teorias de fundamentação do tema ao longo do tempo, iniciando pela
teoria da irresponsabilidade, passando para as teorias civilistas e chegando às teorias
publicistas. Feita a abordagem da compreensão histórica da responsabilidade civil do Estado,
ainda no primeiro capítulo é apresentada a sua conceituação, a distinção de outras hipóteses
jurídicas e a sua importância no estágio atual de multiplicidade de tarefas e áreas de atuação
dos entes públicos. No segundo capítulo, buscou-se a exposição da evolução normativa da
responsabilidade civil extracontratual do Estado em Portugal e no Brasil, desde a ausência de
previsão de mecanismos efetivos de responsabilidade do Estado até o momento atual, em que
as Constituições de Portugal de 1976 e do Brasil de 1988 contemplaram a sua qualificação
como direito fundamental. Foram traçadas as principais distinções entre os ordenamentos dos
dois Países e abordados os pressupostos de configuração da responsabilidade civil do Estado
em decorrência de danos causados no exercício da função administrativa, tanto para as
hipóteses de responsabilidade de natureza objetiva, fundada no risco, como para as hipóteses
de natureza subjetiva ou delitual. Os pressupostos comuns às duas espécies de
responsabilidade são o dano, a ação ou omissão qualificada juridicamente e imputável a ente
público e o nexo de causalidade. Na hipótese de responsabilidade delitual, existente em
Portugal, sem previsão no Brasil, somam-se mais dois requisitos, que são a ilicitude e a culpa
ou sucedâneo. No terceiro capítulo, como objetivo principal do trabalho, foram pesquisadas,
em análise comparativa dos ordenamentos de Portugal e do Brasil, as causas de exclusão da
responsabilidade civil extracontratual do Estado, bem como as causas de diminuição e de
impedimento à exigência da indenização (prescrição e renúncia). Foram analisados alguns
aspectos gerais do tema de excludentes de responsabilidade, a exemplo da sua
fundamentação, do momento de incidência e do ônus da prova. Em âmbito mais específico,
propusemos a abordagem das excludentes de acordo com a sua ligação a cada um dos
pressupostos da responsabilidade, com as suas consequências jurídicas em Portugal e no
Brasil, então tratando da inexistência ou irrelevância do prejuízo, de conduta não imputável ao
Estado, de causas de exclusão da ilicitude e da culpa e de causas de rompimento total ou
parcial do nexo de causalidade (caso fortuito e força maior, fato de terceiro e culpa da vítima).
Ao longo do trabalho, são expostos os resultados de pesquisa doutrinária e jurisprudencial em
Portugal e no Brasil, bem como alguns aspectos dos ordenamentos francês e espanhol em
perspectiva comparativa.
Keywords
responsabilidade civil do Estado, indenização, nexo de causalidade, causas de exclusão
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
202975800
Designation
Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access