A nova cooperação Sul-Sul na Política externa brasileira
Date
2011-11-16
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
Este artigo procura analisar de que forma a estratégia brasileira de aproximação aos países
BRIC, através da nova cooperação Sul-Sul, tem ajudado o país a alcançar o maior objectivo
da sua política externa: ser considerado, não apenas um poder médio emergente, como
também um poder global. De facto, a política externa brasileira tem tentado conformar a
ordem internacional à fi losofi a política de equalizar os benefícios, nas relações internacionais,
entre países ricos e países emergentes, por meio de acções multi e bilaterais. Contudo,
tem sido difícil obter uma real reciprocidade entre países ricos e emergentes, mesmo no
actual cenário de crise do multilateralismo, o que tem levado o Brasil a voltar-se para outros
espaços de actuação, focando-se particularmente na aproximação, bilateral e multilateral,
aos restantes países emergentes, criando as coligações anti-hegemónicas que têm nascido
sob sua liderança, como o G20, o G3-Ibas e o G4. Neste sentido, a cooperação entre o
Brasil e os outros países emergentes tem sido muito importante para o Brasil. Contudo,
essa cooperação apresenta muitos problemas. Tendo em conta a falta de uma verdadeira
agenda para esta cooperação internacional, devida à divergência de interesses e às diferenças
que separam os BRIC, veremos que estes países desenvolvem a sua relação apenas sobre o
vector económico, visando, especialmente, o comércio internacional e a reforma do sistema
fi nanceiro internacional. Todavia, os interesses dos poderes médios emergentes agrupados
no acrónimo BRIC, embora signifi cativamente distintos, podem ser acomodados através
do impulso que o Brasil tem dado a esta nova cooperação Sul-Sul, ainda que concretizada,
apenas, em temas específi cos. É esta falta de um total entendimento entre estes países que
nos permite dizer que, além do G20, do G3-Ibas e do G4, o Brasil não lidera esta cooperação,
embora seja o seu maior impulsionador. Mesmo assim, tem sido sobre esta estratégia
que o Brasil tem feito assentar o seu extraordinário activismo internacional, que lhe permite
alcançar o seu maior desígnio de política externa: ser considerado, não apenas um poder
médio emergente, como também um poder global.
Keywords
Países emergentes, Sul, Cooperação, Brasil, Política Externa
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Journal article
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