Cidadania e deficiência
Date
2016-09-07
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Language
Portuguese
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Abstract
Neste simples trabalho do qual eu me orgulho vou debruçar-me essencialmente sobre as
pessoas com deficiência físicas, motoras, e outras. A questão das N.E.E. (Necessidades
Educativas Especiais), serão aqui tratadas bem como os Deficientes das Forças Armadas, e
todos os outros grupos de deficientes que infelizmente não são poucos! Até porque temos
vários tipos de deficiências segundo a C.I.F. (Classificação Internacional de Funcionalidades).
A evolução da questão da deficiência em Portugal começou a ter mais atenção por parte dos
governantes e também da opinião pública desde Abril de 1974. Desde logo a guerra colonial
em que o país esteve envolvido, foram chegando com o seu términus centenas de militares
com deficiências profundas. Alguns com os membros amputados, outros cegos, devido a
acções de combate no teatro de operações. Assim sendo a 14 de Maio de 1974 é fundada a
ADFA, (Associação dos Deficientes das Forças Armadas). Instituição esta que com o tempo
foi adquirindo o seu prestígio bem como a sua credibilidade, ajudando assim todos os ex combatentes a nível psicológico, todos os traumas inerentes a guerra do Ultramar. Ao nível
mundial por exemplo nos E.U.A. a questão da deficiência ganhou corpo e de uma forma
similar, no final da Guerra do Vietname. Não obstante o governo americano vigente de então
confrontou-se com milhares de ex-combatentes estropiados em termos físicos e psicológicos.
O problema da deficiência começou a ser visto de uma forma mais construtiva!
De facto todos temos de compreender e aceitar que os deficientes são cidadãos como outros
quaisquer. A verdade é que muitos de nós temos conhecimento desta questão mas fazemos
vista grossa, o que é inadmissível. Desde há cerca de trinta anos que no plano internacional e
nacional se tem olhado para a questão das barreiras arquitectónicas, questões específicas de
saúde, transportes, como direitos humanos ligados intrinsecamente aos cidadãos defic ientes.
Com efeito houve aqui uma transformação socio - cultural de índole nacional e internacional.
As mentalidades vão mudando. As pessoas vão evoluindo mas ainda na minha opinião pelo
que tenho visto, falta mais e melhor. No fundo é uma questão que abrange os DIREITOS
HUMANOS!
Segundo dados do I.N.E. (Instituto Nacional de Estatística) em Portugal neste momento
somos cerca de dez milhões de habitantes, do qual temos uma população deficiente de
aproximadamente um milhão de pessoas. Desde logo trata-se de um número preocupante até
porque a cada deficiente de uma forma geral estão pelo menos mais duas pessoas a gerir o seu
trato. Ou um familiar, ou o fisioterapeuta, ou o médico, e se pensarmos este número triplica o
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que quer dizer que de um milhão de pessoas passamos a três milhões de pessoas ligadas a
deficiência o que é um terço da população! Algo que teremos de nos preocupar com esta
situação fantasma para muitos! Pensemos então nesta questão, estudando e analisando a
questão da Deficiência em Portugal, e também no plano internacional!
Keywords
Cidadania, Ddficiência
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201247682
Designation
Mestrado em Direito. Especialidade em Ciências Jurídico-Políticas
Access Type
Open Access