Partidos emergentes numa democracia submergida
Date
2018
Embargo
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Coadvisor
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
Por toda a europa, e também noutras regiões do mundo, temos assistido ao recuo dos chamados partidos tradicionais e à emergência de novas expressões partidárias. Por princípio, o surgimento de novos partidos políticos deveria ser observado como um contributo positivo para as democracias: aumenta a oferta eleitoral, promove mais cidadania e maior participação política. Infelizmente não é sempre assim. Pois, embora a emergência de novos partidos seja, em geral, sustentada retoricamente na promessa de resolução de problemas que as pessoas consideram prioritários e que os partidos denominados “tradicionais” não conseguem solucionar (exs. desemprego, criminalidade, emigração clandestina, corrupção, melhoria dos serviços públicos, reforma da zona euro, desigualdades...), as práticas e propostas políticas de uma parte significativa desses novos partidos revelam, implicitamente, perigos para as próprias democracias e acarretam mais problemas do que aqueles que prometem resolver. Pelo que não podemos colocar todos os partidos emergentes no mesmo saco e devemos proceder à distinção de, pelo menos, dois tipos: os renovadores e os exploradores do medo.
Keywords
Segurança, Política, Democracia, Partidos políticos, Antissistema
Document Type
Journal article
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Open Access