Coparentalidade, estilos de autoridade parental e a regulação emocional
Date
2021-06-21
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Advisor
Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
A estrutura familiar sofre alterações quando ocorre um divórcio, sendo este um processo
de grandes mudanças para o casal e para os seus filhos, pois é o início de uma nova
parentalidade. Por vezes torna-se difícil separar conjugalidade da parentalidade
principalmente quando há conflitos e quando não estão de acordo com a forma como o
ex-cônjuge exerce a sua autoridade parental, podendo isto ser fruto de uma instabilidade
emocional. Assim, a literatura sustenta que a Coparentalidade e a Regulação Emocional
têm consequências nos Estilos de Autoridade Parental. Posto isto, a questão que surge
neste estudo é: Quais as diferenças na Coparentalidade, nos Estilos de Autoridade
Parental e na Regulação Emocional entre pais divorciados? O objetivo deste estudo de
corte transversal é comparar a perceção destas variáveis entre 101 participantes, 59 mães
(58.4%), e 42 pais (41.6%) separados/divorciados de idades compreendidas entre 25 e 53
anos (M = 40.6, DP = 5.65) com regime de residência exclusiva ou alternada dos filhos.
Os participantes responderam ao questionário sociodemográfico e aos instrumentos
Coparenting Questionnaire (CQ), Parental Authority Questionnaire versão para pais
(PAQ-P) e Emotion Regulation Questionnaire (ERQ). Os resultados revelaram uma
semelhança entre os dois tipos de regimes de residência, em que foram apresentados
valores significativos, demonstrando que a Coparentalidade, em particular a dimensão
Cooperação, e a Supressão Emocional são os principais preditores dos Estilos Parentais,
principalmente no EP Autoritativo. Os resultados indicam que na residência alternada a
Supressão Emocional e a Cooperação são preditores significativos dos EP’s Autoritativo
e Permissivo, pois quando se percecionam níveis elevados de Cooperação mais os
pais/mães adotam o EP Autoritativo e menos o EP Permissivo, quando experienciam uma
maior Supressão Emocional. Na residência exclusiva os resultados indicam que a
Cooperação e as dimensões da Regulação Emocional são preditores significativos do EP
Autoritativo, pois quando se percecionam níveis elevados de Cooperação mais os
pais/mães adotam o EP Autoritativo quando experienciam baixa Supressão Emocional e
Reavaliação Cognitiva. Desta forma, é possível dizer que os pais e mães portugueses
separados/divorciados experienciam em maior número de Supressão Emocional, bem
como o Estilo Parental Autoritativo. Este estudo contribui para o conhecimento do
funcionamento familiar em contexto de divórcio, relativamente em termos de residência
alternada e exclusiva, bem como a forma como cada cônjuge gere as suas emoções.
Keywords
Divórcio, Residência Alternada, Residência Exclusiva, Coparentalidade, Estilos de Autoridade Parental, Regulação Emocional.
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
202735796
Designation
Dissertação de Mestrado em Psicologia. Psicologia Clínica e de Aconselhamento
Access Type
Open Access