O direito fundamental à liberdade e a usurpação estatal: planejamento familiar e a esterilização sem consentimento
Date
2023-03-01
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Language
Portuguese
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Abstract
A presente pesquisa jurídica científica busca trazer aspectos centrais sobre o direito
constitucional de liberdade à luz do direito fundamental ao planejamento familiar e a
usurpação estatal na autonomia do próprio corpo, quando do procedimento de esterilização
exarado no Termo de Consentimento estatuído no Brasil pela Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de
1996, na vigência da sociedade conjugal. O casal, conforme estabelece a Constituição da
República Federativa do Brasil é responsável pelo planejamento familiar em seus diversos
aspectos, inclusive quanto à reprodução. Neste contexto, analisar-se-á que a esterilização é
permitida pelo ordenamento jurídico brasileiro, desde que haja consentimento do outro
cônjuge, o que difere do ordenamento jurídico Português, posto que neste, consagra-se, além
do direito constitucional de liberdade, a autonomia da vontade sobre o próprio corpo. Assim,
após esta breve exposição sobre o tema, elevaremos o grau de concavidade da pesquisa,
ressaltando como cerne da questão, os aspectos que envolvem o direito constitucional de
liberdade de cada indivíduo, mesmo em uma relação conjugal, para dispor do seu próprio
corpo, sem a necessidade de consentimento de seu cônjuge ou companheiro. Neste ponto, o
assunto tem evoluído no Brasil, mas ainda com as barreiras impostas pelas leis que regem a
matéria, sendo necessário a assinatura do Termo de Consentimento para esterilização em
conjunto, o que em Portugal, não há óbice, vez que há a efetividade do direito constitucional
de liberdade do indivíduo e sua autonomia de vontade sobre o próprio corpo, sendo que tal
fato nos levará a um grau de comprometimento com o objetivo central de investigar o direito
de liberdade na relação conjugal no Brasil, analisando as hipóteses de esterilização sem o
consentimento do outro cônjuge ou companheiro, com fundamentação nas leis que o regem,
doutrina e jurisprudência, além de identificar o conceito central do tema, compreendendo as
hipóteses que autorizem a prática, com a consequente possibilidade de responsabilidade
daquele que pratica às escuras. Via de consequência, a esterilização sem consentimento trará
aspectos que envolvem questões de responsabilidade civil, sendo necessário realizarmos a
abordagem legislativa no Brasil e Portugal. De essencial ressaltar que a referida questão é um
instituto do direito, pelo qual se visa aclarar e até ser instrumento de mudança na cultura e
pensamento dos brasileiros quanto ao planejamento familiar e o respeito a individualidade de
cada cônjuge ou companheiro, preservando seu direito de liberdade, sem a aplicação, destarte,
de medidas restritivas de garantias de direito em favor daquele que pratica o ato sem o
consentimento do outro.
Keywords
Esterilização voluntária, Livre planejamento familiar, .Autonomia privada
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
203244060
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access