A união de facto e o casamento: uma perspetiva personalista
Date
2018-03-07
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Language
Portuguese
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O tema tratado nesta dissertação é a relação entre a família, o casamento e a
união de facto, ambas como formas de comunhão de vida, no ordenamento jurídico
português. Em concreto, o trabalho incidirá sobre o fenómeno de equiparação legal da
união de facto ao casamento, e os problemas de igualdade e intromissão do Estado na
vida privada das pessoas que tal interferência legislativa implica.
Atualmente, a sociedade aceita vários tipos de formação de família, desde a
tradicional assente no casamento instituído através de uma cerimónia pública
reconhecida pelo Estado até à mera junção factual de duas pessoas que querem viver em
conjunto.
Tem sido tendência legislativa equiparar as situações de facto – as chamadas
uniões de facto- às situações formais- casamento, uma vez que a ambas está subjacente a
realização de um objetivo existencial comum. Contudo, essa tendência não levou a
equiparação completa entre casamento e união de facto, e o conceito de família continua
a assentar no casamento em grande parte.
Conclui-se, que Portugal adota uma visão aberta da família, que permite a
constituição de vários formas de família, mas que devido à conceção personalista e
assente na dignidade da pessoa humana que perpassa os valores constitucionais, o
casamento continua a ser a forma legal prioritária de constituição da família.
Keywords
Família, casamento, união de facto, personalismo
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201875640
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access