Navios numa fonte? contributo para o estudo dos grafitos históricos da Crismina
Date
2018
Embargo
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Coadvisor
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Publisher
Câmara Municipal de Cascais
Language
Portuguese
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Abstract
A tradução do registo, da memória e a sempre
expectante ideia da permanência assumem diversas
formas e expressões. O mar e o navio,
pelo imaginário ou pela vivência surgem com
frequência representados em suportes com qualidade
artística ou apenas através de simples esboços
que, na maioria dos casos, não traduzem
a ideia do que pretendemos registar. No entanto
esses traços marcam, na maior parte das vezes,
as principais linhas da representação. Regista-se
apenas uma memória, uma imagem patente, um
voto ou uma dedicação.
As paredes interiores da estrutura da fonte da
Crismina estão repletas de grafitos disseminados,
ora constituídos por núcleos mais compactos,
ora por gravações isoladas, ambos sem
contexto de composição predeterminada. Tudo
indica que foram registados em ocasiões diferentes,
provavelmente pelos utentes da fonte
que deixaram marcas da sua presença. Tal como
ainda hoje se verifica em muitos dos grafitos
urbanos, os locais onde são inscritos símbolos,
desenhos ou textos, passam a ser espaços propícios
à continuidade de registos, estando ou não
em sincronia com temas pré-existentes. Na fonte
são predominantes as representações de navios,
certamente pela influência que teve a sua proximidade
ao mar, pela visibilidade panorâmica do
oceano, ou mesmo porque se tratou de um sítio
onde as guarnições da Bateria de Crismina e os
marítimos da zona se abasteciam de água
Keywords
História, Arqueologia Naval, Crismina, Grafitos
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Open Access