Os artifícios no contrato de seguro: as cláusulas contratuais gerais e o dever de informação
Date
2014-10-01
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Portuguese
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Abstract
Na presente dissertação pretendemos, numa primeira fase, caracterizar o contrato de seguro,
esboçando a sua noção, os elementos essenciais que o constituem, os princípios que o regem,
a formação e as vicissitudes por que passa esse vínculo contratual.
Num segundo momento, abordaremos o problema do contrato de seguro do ponto de vista da
protecção do consumidor, incidindo na problemática das cláusulas contratuais gerais abusivas
e na falta do dever de informação ao tomador de seguro aquando da celebração do contrato.
As novas exigências da publicação, a revisão legislativa do contrato de seguro no DL 72/2008
de 16 de Abril, vieram consolidar determinadas inovações introduzidas por diplomas avulsos
e, por outro lado, permitiram inscrever alterações significativas neste instituto jurídico.
Examinaremos até que ponto o novo decreto visa proteger a parte mais vulnerável, como nos
propõe no ponto n.º 2 do seu preâmbulo, quando proclama que “nesta reforma foi dada
particular atenção à tutela do tomador de seguro e do segurado como a parte contratual
mais débil, sem descurar a necessária ponderação das empresas de seguro.”
Abordaremos igualmente os direitos e deveres resultantes do contrato de seguro, de maneira a
que as condições essenciais sejam asseguradas para que se verifique uma boa relação entre
segurado e seguradora.
Delinearemos, além disso, as várias fases do dever de informação, desde a celebração até ao
termo do contrato, bem como as consequências decorrentes da sua falta.
Analisaremos também o papel da Comissão Europeia no que concerne à protecção dos
consumidores no âmbito do contrato de seguro, porquanto a harmonização da legislação sobre
o contrato de seguro nos Estados Membros impõe-se como a mais elementar obrigação de
quem pretende fazer luz sobre o nebuloso manto que, habitualmente, separa os segurados das
seguradoras, sendo que esse seria o seu imperioso contributo, pelo que deveria constar do
topo da sua agenda programática.Por fim, esboçaremos os vários meios, judiciais e extrajudiciais, disponíveis ao tomador de
seguro e ao segurado para que lhes assista a faculdade de reacção contra o segurador quando
este incorrer em falta e incumprimento relativamente a alguns deveres contratuais ou quando
violar o contrato e como os nossos tribunais têm abordado a questão da utilização de cláusulas
contratuais gerais nos contratos de seguro e a falta de informação quer a pré-contratual quer a
contratual nesse tipo de contrato.
Keywords
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
201245353
Designation
Mestrado em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access