A influência do bem-estar das mães no desenvolvimento dos filhos na primeira infância
Date
2015-12-18
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Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
Este estudo teve como seu principal propósito analisar a possível relação existente entre,
por um lado, o Bem-Estar Subjetivo das mães nas suas diversas valências (Cognitiva, Afetos e
Satisfação Parental) e, por outro, o Desenvolvimento Infantil dos filhos na primeira infância
nos seus principais domínios (Socio-afetivo, Linguagem, Cognitivo e Psicomotor). Postulou
se que, por via relacional, o bem-estar das mães condiciona a disponibilidade para atenderem
as demandas dos filhos, logo, com implicações para o desenvolvimento da criança. Em rigor,
pretendeu-se compreender se os instrumentos de mensuração do Bem-Estar Subjetivo
poderiam ser utilizados como preditores de Desenvolvimento Infantil nas idades precoces.
Pensamos que isso acarretaria reais vantagens para a academia, dado que se tratam de
instrumentos simples, rápidos e baratos de aplicar. Com surpresa, constatamos a quase
inexistência de estudos acerca deste tema, pese embora, diversos autores clamem pela
importância de investigações semelhantes. Teoricamente o estudo foi organizado em dois
eixos principais: (a) Desenvolvimento Infantil e (b) Bem-Estar Subjetivo. A literatura apontou
a responsividade dos primeiros cuidadores como elemento fundamental no desenvolvimento
dos filhos. E, pessoas com níveis elevados de Bem-Estar Subjetivo, ao nível dos afetos,
tendiam a entabular relações de qualidade, tratando-se de um forte indicador de Saúde Mental.
O estudo decorreu entre 2014 e 2015, numa creche da freguesia de Benfica em Lisboa e a
amostra foi de conveniência, constituída por 110 participantes, 55 mães e 55 filhos com
idades entre os 12 e os 36 meses. Utilizou-se o método transversal recorrendo a análises
correlacionais e regressões lineares simples. Os resultados obtidos, de um modo geral,
confirmaram a existência de uma relação entre o Bem-Estar Subjetivo das mães e o
Desenvolvimento dos filhos, designadamente, o Afeto Positivo e a Satisfação Parental das
cuidadoras associava-se, significativamente, com os domínios do desenvolvimento Socio
afetivo e da Linguagem das crianças, quando estas tinham entre 30 e 35 meses de idade. No
entanto, a diminuta representatividade em outras faixas etárias da nossa amostra, condicionou
a extrapolação destes dados quer para idades mais precoces, quer para estabelecer associações
com outras competências infantis. Pensamos que futuras investigações poderão esclarecer
melhor estes pontos.
Keywords
Desenvolvimento na primeira infância, Bem-Estar Subjetivo e Satisfação Parental
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201005565
Designation
Mestrado em Psicologia. Especialidade em Psicologia Clínica e de Aconselhamento
Access Type
Open Access