O direito à boa administração pública em face da discricionariedade administrativa
Date
2022-10-28
Embargo
Authors
Advisor
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
Analisa-se neste trabalho a evolução do direito à boa administração e seu
reconhecimento enquanto direito fundamental, nos textos constitucionais, apto a reconectar
o cidadão à organização estatal, reaproximando-a do objetivo para o qual foi criada e
impondo ao gestor público, no exercício das faculdades discricionárias, a adoção das
melhores soluções possíveis ao caso concreto. Tal direito é construção doutrinária e
jurisprudencial, elaborado, inicialmente, como um modelo standard, cuja acolhida
expressa, em nível europeu, se deu no art. 41.º da Carta dos Direitos Fundamentais da
União Europeia de 2000, incorporada pelo Tratado de Lisboa, com força vinculativa a
partir de 2009. No âmbito do ordenamento jurídico português, sua consagração foi
efetivada a partir da revisão operada no Código de Procedimento Administrativo em 2015.
No Brasil, seu reconhecimento decorre de uma visão sistêmica do nosso ordenamento
jurídico, a partir dos princípios da dignidade da pessoa humana e do Estado Democrático
de Direito. Tal direito, com caráter fundamental, possui eficácia direta e imediata,
vinculando o gestor e reforçando as barreiras contra as arbitrariedades no poder, impondo
também, o controle das decisões administrativas antijurídicas pelo exercício da
discricionariedade fora ou aquém dos limites juridicamente impostos; tudo sem prejuízo da
reformulação da responsabilidade do Estado, pois este deve ser o primeiro a assegurar a
proteção efetiva do núcleo indisponível dos direitos fundamentais.
Keywords
Boa Administração, Discricionariedade Administrativa, Direito Fundamental
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
203118979
Designation
Access Type
Open Access