Guerras cambiais: realidade ou ficção?

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2016

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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
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Portuguese

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Uma grande parte das principais economias mundiais tem vindo a implementar políticas monetárias ultra expansionistas, com os bancos centrais respetivos a colocarem as taxas de juro oficiais próximo de zero por cento e a lançarem programas massivos de compra de dívida (maioritariamente dívida pública), como forma de combater os baixos níveis de inflação e fomentar o incipiente crescimento económico. Primeiro no Japão, mais tarde nos EUA, e ainda depois na área do euro, estes fenómenos ocorreram num alargadíssimo conjunto de economias1 e, pela evolução das expetativas inflacionistas, que continuam extremamente contidass, não parece ter fim à vista. Decisões desta natureza têm, por outro lado, consequências a nível da evolução cambial, na medida em que um eventual alargamento do diferencial de taxas de juro entre duas economias pode favorecer estratégias especulativas e, deste modo, condicionar a evolução cambial2 . Nas próximas linhas irá proceder-se a uma análise dos principais determinantes das taxas de câmbio, em seguida efetua-se uma breve resenha histórica das estratégias de política cambial que foram desenhadas no passado, com objetivos específicos de política económica e, por último, discute-se até que ponto estaremos no epicentro de uma nova guerra cambial, discutindo quais os seus atores eventuais e as respetivas estratégias

Keywords

Economia, Política monetária

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