Terrorismo e “Intelligence”: um novo quadro analítico
Date
2005
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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A configuração, os processos e os mecanismos de actuação do terrorismo, tendo por principal enquadramento factual o 11 de Setembro de 2001 e o 11 de Março de 2004, implicam uma abordagem analítica que não pode ser sustentada apenas em paradigmas teológicos, civilizacionais ou em perspectivas redutoras inspiradas em modelos de conjuntura de rápida depreciação. O esquema de organização, de planeamento e de execução de operações terroristas, e o recrutamento de meios humanos não podem ser interpretados à luz de um niilismo errático e prosélito, mas antes devem ter por antecena uma questão magna que é a dos objectivos políticos da nova expressão do terrorismo, situando assim a problemática no plano da captação e exercício do poder, onde o radicalismo religioso é um entre outros instrumentos operacionais e a “cruzada” anti-Ocidente, um factor de mobilização.
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