Tempo Português

dc.contributor.authorLourenço, Eduardo
dc.date.accessioned2016-01-04T16:57:13Z
dc.date.available2016-01-04T16:57:13Z
dc.date.issued1997
dc.description.abstractO nosso mundo, na aurora de um novo milénio, parece-se a um desses grandes aeroportos onde a humanidade se cruza sem se ver. Esta imagem, simbolizando a tão falada mundialização, sugere ao mesmo tempo a dissolução, num gigantesco "maëlstrom", colorido como um carnaval, das identidades históricas e culturais que durante séculos caracterizaram povos e nações. Mas a esta primeira visão de proximidade e quase fusão num banho identitário unido por música de fundo, estilo karaoke e "flashes" em inglês, sobrepõe-se o sentimento não menos forte de que essa festa de unanimismo planetário é também exibição, exaltante ou melancólica, de irredutíveis identidades. A perspectiva de nos dissolver num magma universal de imagens e de vozes, onde a nossa, familiar, está já submersa ou é inaudível, devolve-nos para a espécie de solitude que cada um de nós descobre no seio da multidão.por
dc.identifier.isbn972-8179-13-8
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11144/2351
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewednopor
dc.publisherOBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboapor
dc.relation.publisherversionhttp://janusonline.pt/1997/1997_1_6.htmlpor
dc.rightsopen accesspor
dc.titleTempo Portuguêspor
dc.typejournal articlepor
degois.publication.titleJanus 1997: as relações exteriorespor
dspace.entity.typePublicationen

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