As eleições e a democracia moçambicana
Date
2016
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
O momento de eleições representa o ex libris
da democracia. O processo eleitoral dá voz aos
cidadãos, permite escolher a liderança política
e espelha o nível da democracia do país em questão.
Moçambique, após dezasseis anos de guerra
civil entre a Frente de Libertação de Moçambique
(Frelimo) e a Resistência Nacional Moçambicana
(Renamo), é desde 1992 uma república democrática.
O Acordo Geral de Paz de 1992, assinado entre
a Frelimo e a Renamo, trouxe paz e democracia.
O país devastado pela guerra torna-se uma democracia
presidencial detentora de sufrágio universal
direto e secreto. As eleições presidenciais, por sistema
maioritário, e as eleições parlamentares, por
sistema proporcional, decorrem simultaneamente,
com um intervalo de cinco anos1
. Todos os atos
eleitorais são organizados pela Comissão Nacional
de Eleições (CNE) e pelo Secretariado Técnico de
Administração Eleitoral (STAE).
A cena política moçambicana compreende cerca
de cinquenta partidos, sendo que apenas a Frelimo
e a Renamo, e menos proeminentemente o Movimento
Democrático de Moçambique (MDM), estão
representados na Assembleia. Desde 1994, foram
organizadas cinco eleições gerais e quatro parlamentares,
todas elas reconhecidas pela comunidade
internacional como pacíficas e legítimas.
Vinte anos depois das primeiras eleições livres,
em 1994, será esta nova democracia bem sucedida?
O que dizem as eleições moçambicanas deste
progresso para uma democracia livre?
Keywords
Moçambique, Eleições, Democracia
Document Type
Journal article
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Open Access