Climas organizacionais autentizóticos, estratégias de coping, equipas de elevado: desempenho e experiência óptima
Date
2011
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Coadvisor
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Portuguese
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Abstract
Os dois estudos que compõem esta tese tiveram por pressuposto que o trabalho
nas organizações é efectuado maioritariamente em grupos de trabalho - considerados
Equipas quando evoluem para um desempenho óptimo - tornando-se distintivas para a
eficácia organizacional e para o bem-estar e realização dos colaboradores,
especialmente se estes entrarem em estado de fluxo. O Estudo 1 teve como objectivo
principal construir e desenvolver uma escala que pretendia aceder à relação óptima em
equipa (EROE).
A literatura apresenta que o fluxo pode 1) ser composto por um factor de
primeira ordem; 2) ser constituído por nove factores independentes, em que cada item se
correlaciona apenas com um factor; 3) ter cada item associado com um dos nove
factores de primeira ordem, que por sua vez estão correlacionados com um factor de
ordem superior. Questionámo-nos também se o constructo de fluxo poderia ser
constituído por nove factores interdependentes no trabalho em equipa.
A EROE é composta por 36 itens, (4 itens por dimensão) sendo respondida
numa escala tipo Likert de 5 pontos. A amostra era composta por 635 participantes de
várias zonas de Portugal, trabalhadores de diversas áreas de actividade. Após a recolha
dos dados, efectuou-se o tratamento estatístico através dos programas SPSS 17 e AMOS
18, verificando-se que o modelo que mais se adequava para explicar o constructo era o
composto por 9 factores interdependentes. Esta variação foi compreendida a partir de
três perspectivas: 1) a EROE visa o contexto organizacional, e não o desportivo; 2) a
dinâmica do trabalho em equipa numa organização é mais interdependente que no
desporto individual (possivelmente uma forte explicação para a interdependência dos 9
factores); 3) a amostra portuguesa possui diferenças culturais significativas de outras onde foram efectuados estudos anteriores. Complementa-se esta tese com o Estudo 2
que ultrapassando algumas limitações empíricas, valida os resultados encontrados no
Estudo 1, ou seja que o constructo de relação óptima no trabalho em equipa era
composto por 9 factores interdependentes na nossa amostra de 104 participantes.
O segundo estudo realizou-se em ambiente controlado num jogo de gestão
logística denominado 24 Horas de Logística, no qual os participantes evoluíam em
equipas competindo por alcançar os melhores resultados, traduzidos em pontos obtidos
nas várias actividades que simulavam situações de gestão. Objectivou-se 1) analisar a
forma como um clima organizacional positivo influenciava o desempenho da equipa, o
fluxo e as estratégias de coping. 2) avaliar se estes últimos constructos influenciavam
ou mediavam o desempenho. 3) analisar a possível influência das estratégias de coping
no fluxo em equipa. Conclui-se haver uma influência positiva do clima organizacional
testado, no fluxo do trabalho em equipa e uma influência negativa das estratégias de
coping menos adaptativas no desempenho, bem como se detectou que existiam
dimensões das estratégias de coping mais adaptativos na relação óptima do trabalho em
equipa.
Keywords
Clima organizacional, Fluxo, Equipas, Desempenho, EROE, Estratégias de Coping
Document Type
Doctoral thesis
Publisher Version
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Open Access