A ciência jurídica e os embriões excedentários: proposições antagônicas ao direito natural de nascer na perspectiva da dignidade da pessoa humana
Date
2019-01-14
Embargo
2021-01-20
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Language
Portuguese
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Abstract
A gênese dessa paixão temática exsurgiu do quesito vida e seus desdobramentos
genéticos, embalsamados pelos avanços da procriaçãomedicamente assistida, especialmente
após ter o entendimento confrontado pela perspectiva do Direito ao Patrimônio Genético.
Ainda com o intuito de dar maior substância ao problema apresentado, qual seja a
possibilidade de o embrião humano excedentário não ser considerado vida humana, sendo
resultante apenas de uma das fases pelas quais se propagará a experiência do viver humano.
No enredo da vida foi concedida a arma mais poderosa a espécie humana, a palavra. Sua
expressão nas artes conduz nas entrelinhas do respirar uma subliminar verdade do arquétipo
humano erigido pelos séculos e consolidado na história. Deseja-se assim visualizar sob quais
premissas linguísticas esse termo “vida”, cunhado pelo legislador brasileiro para identificar o
momento da aquisição da personalidade e, portanto, da própria dignidade humana, se propõe a
dar coesão e coerência ao pensamento jurídico vigente à época sem contrariar suas próprias
raízes hermenêuticas. Todo ser humano experimenta desafios em seu dia-a-dia, decorrentes
dos antagonistas bem e mal, certo e errado, justo einjusto, valorando realidades concretas,
outras tantas abstratas, para o ver, ouvir, provar,sentir e intuir na experiência do viver por si
conduzido “ao ser-com-os outros”. A formatação de uma família típica de qualquer região,
ou país, encontra sua gênese na essência cultural da própria sociedade a qual se insere. Deve
se aprender com as perdas e fraturas experimentadas pelo viver osmótico das relações
humanas, observadas, interpretadas e talhadas pelo arcabouço jurídico sistemático e dinâmico
que, por sua vez, atrela-se a cada reflexão cultural nacional e sua consequente
contextualização histórica, nas palavras, e pelas palavras, por uma edificação do homem no
seu tempo, respeitando-se o espaço natural delimitado no ecossistema pelas leis universais da
física e da química, nos limites da contemporânea compreensão humana. Razão pela qual se
discute o início da vida dos Embriões Humanos a partir da concepção, tendo por finalidade a
tradução dos matizes de segurança necessárias ao desenvolvimento do ser humano ao longo
do tempo, em uma sociedade contextualizada ao processo natural da existência e digna a
perpetuar sementes genéticas para um futuro plenamente sustentável.
Keywords
procriação, fertilização, embriões, vida, dignidade, família, sociedade, Estado
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
202140776
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access