NATO: tempo para esperar?
Date
2018-05
Embargo
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Empresa da Revista Militar
Language
Portuguese
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Muitos não encontrarão grandes dúvidas no entendimento que o momento atual da
Aliança Atlântica não é particularmente feliz e risonho. E isto sobretudo pensando na sua
eficácia e no seu futuro.
Pode haver muita agitação em torno de temas como uma eventual revisão e mesmo
ampliação da estrutura de comandos, ou a identificação de fórmulas mais compósitas e
não apenas financeiras, de reavaliar o burden-sharing (o que aliás não encerra nenhuma
espécie de novidade…), ou de modelos de smart defense, etc.
Pode haver tudo isso. Mas o tratamento desses temas corresponde no essencial a um
ativismo institucional e burocrático e não é o reflexo de um clima de saúde e pujança que
de momento exista na organização. Em si mesmo, esse ativismo não tem mal, mas ele
não deve fazer ignorar ou desviar o olhar e o espírito, da seriedade dos problemas que
presentemente se colocam à NATO.
E a inquietação é legitimamente maior quando, de modo real e potencial, se compreende
a NATO como a pedra angular do modelo de Segurança Coletiva de que as Nações que a
integram carecem e, mais modernamente, como um Ator também capaz de agir nos
novos contextos da Segurança Cooperativa e de dimensão humana, mediante práticas de
cooperação e parceria, em particular com a União Europeia.
É um entendimento que, de forma bastante generalizada, foi desenvolvido, foi existindo e,
apesar de tudo, ainda existe. Desde 1949 com os primeiros doze Aliados, e, depois e
sucessivamente, com quatorze, quinze, dezasseis, até aos atuais vinte nove Estados
Membros.
Keywords
União Europeia, NATO
Document Type
Journal article
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TID
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Open Access