«Conjecturas e refutações» na investigação Criminal: Perícia, contraditório e ponderação jurídico científica das provas criminais.
Date
2013
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Portuguese
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As provas criminais, e especialmente a pericial, que permitem
à investigação criminal concluir a respeito de crimes e sua autoria,
devem ser compreendidas de início como conjecturas (hipóteses fáticas) em condições de refutação (contraditório jurídico) e, ao final no
processo judicial, ser acolhidas segundo critérios de coerência (com seus próprios fundamentos e com outras provas da investigação) e
aceitabilidade justificada (em conformidade com o estágio de nosso
conhecimento a respeito da realidade). Eis a hipótese que se discute
no artigo, a partir da ideia de que as potencialidades científicas e
tecnológicas não nos podem conduzir à crença (ingênua) de que é
possível obter verdades absolutas. Com essa afirmação, busca-se advertir para os limites internos do conhecimento humano, que devem
ser ponderados juridicamente no âmbito da investigação criminal.
No entanto, não se pretende sustentar uma noção totalmente inversa
(de ceticismo), no sentido de que seria impossível conhecer qualquer
realidade a respeito dos crimes investigados. Entre ingenuidade e
ceticismo, consideramos que é possível encontrar critérios racionais
de decisão. A partir de uma concepção falsificacionista de ciência,
após explicação sobre como as ciências penetram na investigação
criminal (introdução), é evidenciado como as teorias precedem as
observações científicas (seção 1) e em que sentido as teorias são
conjecturas em condições de refutação (seção 2). Na sequência,
introduzem-se essas noções no âmbito da discussão jurídica acerca
das provas periciais (seção 3) e se evidencia como critérios de decisão
(coerência e aceitabilidade justificada) da verdade são relevantes
para a conclusão acerca do crime.
Keywords
Economia, Direito, teorias, hipóteses, leis científicas, conjecturas e refutações, provas científicas, contraditório jurídico, coerência, aceitabilidade justificada
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Journal article
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