Le RTE et Ia Gestion de 1’espace rural
Date
2006
Embargo
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Universidade Autónoma de Lisboa. Departamento de Ciências Económicas e Empresariais. Departamento de Direito
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O termo rural encerra em si múltiplos significados. A primeira ideia foi identificar
o espaço rural por oposição ao espaço urbano. Uma tal definição, sustentada em
informações estatísticas e geográficas, tem o mérito da simplicidade. Porém, é
demasiado redutora uma vez que o “rural” apresenta características próprias que exigem
uma apreensão cuidada. O espaço rural tem forças e fraquezas relativamente ao espaço
urbano mas também necessidades específicas.
As zonas rurais devem associar-se estreitamente à sua população, isto é, aos
seus actores como os agricultores e ter conta as dinâmicas das populações agrícolas
nas componentes de manutenção do espaço rural, emprego ou outros critérios sócio-
-económicos, para além de outros grupos sociais que estejam presentes ou emergentes.
O espaço rural ganha actualmente maior importância. Ele poderá ser um espaço
privilegiado onde diferentes grupos sociais desenvolvem, a par do trabalho, o seu
sistema de valores, ou seja, os seus gostos em matéria de tempos livres, modelos e
estilos de consumo, preferências culturais, etc.
O rural pode também ser associado à paisagem. Tal abordagem remete para
as funções do « campo » (funções residenciais ou turísticas), complementares da
função de produção agrícola. Os modos de uso do espaço rural diversificaram-se
consideravelmente ao longo das últimas décadas. Além disso, as regiões de baixa
densidade de população coincidem muitas vezes com as de alto valor natural. Os
cidadãos europeus estão profundamente vinculados à diversidade das paisagens
construídas pelas múltiplas estruturas e modos de exploração agrícola da UE. Para
preservar as paisagens é necessário investir no futuro, criando novas possibilidades de
emprego e estimulando a diversificação rural.
No entanto a agricultura e a floresta vão ainda permanecendo como os principais
utilizadores do solo e são sobretudo eles que moldam o ambiente e as paisagens rurais.
A oferta de produtos e serviços ambientais - em particular graças às medidas agro-
-ambientais - pode favorecer o crescimento e o emprego, nomeadamente no quadro do
desenvolvimento das infra-estruturas rurais e turísticas. Existem abordagens inovadoras
que permitem aumentar a mais-valia da economia rural remunerando os agricultores
pelos serviços agro-ambientais que asseguram e incitando-os a diversificar o turismo,
o artesanato e a formação.
Deste modo, o desenvolvimento rural continua a ser o principal instrumento da
reestruturação do sector agrícola, da promoção da diversificação e da inovação em meio
rural. O alargamento redesenhou acarta agrícola e o crescimento macroeconómico toma-
-se essencial para conduzir bem a reestruturação agrícola. A política de desenvolvimento
rural pode contribuir para orientar este processo no sentido de uma economia de maior
valor acrescentado, no espírito da estratégia de Lisboa.
A nova PAC, posterior à reforma de 2003/04, pode dar um contributo essencial.
Ela permite aos agricultores recentrarem-se sobre a sua exploração e reconhecer as
exigências de mercado, mais do que o apoio de mercado. Ela suprime um número
considerável de incitações negativas da antiga PAC. O desenvolvimento do espírito de
empresa vai exigir uma mudança de mentalidade e uma modificação dos métodos de
trabalho, novas medidas de apoio e encorajamento, tanto políticas como financeiras.
Esta adaptação continuará a ser uma questão maior nos próximos anos e, por isso, os
instrumentos do desenvolvimento rural vão ganhando uma importância maior
Keywords
Economia, Direito, Política Agrícola
Document Type
Journal article
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