Alianças estratégicas: condicionantes das vantagens competitivas sustentáveis. O caso da fileira hortofruticola do Oeste
Date
2015-10-01
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Portuguese
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Não basta dizer que existem programas de desenvolvimento rural, ideias,
conhecimento, inovação, colaboração, e que é premente proceder a mudanças em termos de
atitudes e comportamentos, pois o que em nosso entender é essencial e imperioso é passar à
acção, fazendo uso de estratégias de actuação partilhadas e consistentes no tempo, que
potenciem a criação de valor, quer a nível de produtos, processos, modelos de negócios,
formas de negociação, comercialização e de repartição mais justas de valor, com aplicações
correctas de métodos de gestão e de organização, novas formas de intervenção na produção,
quer seja pela agricultura de precisão, pelo reforço dos níveis de exportação, por maior
produção biológica, ou seja, as combinações são variadas e complexas, mas terão de ser
aplicadas no terreno, de forma concertadas e colectivas.
O enfoque, os objectivos e as atitudes terão de passar a ser cada vez mais assentes e
fortalecidos nas vertentes das intervenções e aplicações práticas e empresariais, passando a
valorizar-se cada vez mais e a reconhecer-se os resultados e suas evoluções, sendo que o cariz
teórico assente na aprendizagem e na inovação é essencial e crítico, contribuindo para a
evolução e para a mudança, porque ideias e projectos sempre existiram, porém terão de passar
à prática com consistência, transformando-se em decisões e acções concretas perante a
economia real.
O reforço dos níveis de confiança e de competitividade, serão por certo as tónicas
essenciais para confrontar o “paradigma da globalização”, pois produtos de qualidade e
reconhecidos, bem como condições para os produzirmos e nos diferenciarmos pela vertente da
excelência já são requisitos do nosso quotidiano nacional. No entanto as economias de escala
terão de ser fortalecidas, assim como as relações com as cadeias de valor agroalimentares e
industriais associadas à fileira.
O sector está muito fechado sobre si próprio, precisa de ser alvo de um forte
rejuvenescimento empresarial, o que passa pela captação de jovens agricultores, dinamizar a
abertura das mentalidades dos empresários já instalados, urge promover e estabelecer fortes
ligações com as organizações de produtores, mas privilegiando aquelas que demonstrem
elevados níveis de coordenação e de eficiência técnica, formativa, e com fortes ligações ao
mercado nacional e internacional, fazendo igualmente uso e partilha de interesses e saberes com os centros tecnológicos e de competências, pois a aprendizagem e a inovação são
condicionantes multiplicadores para a evolução, situação que aparentemente não está a ser
ainda devidamente fomentado na região Oeste, pelo menos com a dinâmica e a expressão que
deveria ter, sendo esta a região com maior número de organização de produtores do sector, e
com fortes índices de crescimento nos produtos hortofrutícolas nacionais.
Keywords
Alianças Estratégicas, Fileira Hortofruticola, Orientação para a Aprendizagem, Orientação para a Inovação, Orientação para o Mercado, Vantagens Competitivas
Document Type
Doctoral thesis
Publisher Version
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TID
101340958
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Access Type
Open Access