Pan-africanismo intelectual: a utopia possível(?)

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2010

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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
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Portuguese

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Depois do Pan-africanismo rácico e do Pan-africanismo político, lugar de destaque no Pan-africanismo cabe ao Panafricanismo intelectual, embora sem nunca se ter traduzido em etapa distinta neste movimento. Esta corrente teve como precursores J. Price-Mars e R. Maran e, mais tarde, encontrou em Léopold Senghor (Senegal), em Aimé Césaire (Martinica) autor de Cahier d’un retour au pays natal, que tanto contribuiu para chamar a atenção sobre a diáspora negro-africana e que lhe cunhou o termo Negritude e no fi lósofo Jean-Paul Sartre (França) os seus defensores maiores. Conceptualmente o Pan-africanismo intelectual ou Negritude assenta no princípio de que as civilizações africanas foram adulteradas pela colonização branca, pelo que só poderiam recompor-se pondo termo a esta e reencontrando-se consigo próprias mediante um retorno às origens e pela exaltação dos seus tradicionais valores culturais e étnicos (Gonçalves, 1986: 626-632).

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