Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
Date
2017-04-26
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Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
A gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento
paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna,
se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal,
denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase
existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto
relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação
entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal
para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo
principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação
pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros
de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto,
entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22
retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as
versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale
(DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as
variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal
estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais
vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento
diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento
diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo
estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da
vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No
entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um
aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um
lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro
mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe.
Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna,
tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a
necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada.
Keywords
Vinculação pré-natal, vinculação pós-natal, ajustamento diádico, paternidade, parentalidade e nascimento
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201688816
Designation
Dissertação de Mestrado em Psicologia. Psicologia Clínica e de Aconselhamento
Access Type
Open Access