Gentes e Terras de Soure e Ega (1508). Estudo de antroponímia e toponímia
Date
2018-12-17
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Portuguese
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Procedemos ao estudo das comendas de Ega e de Soureatravés da análise antroponímica
e toponímica dos respectivos tombos da visitação manuelinos datados de 1508. Os nomes
pessoais são um importante testemunho da época e dasociedade, revelando relações familiares,
cargos, ofícios e particularidades de cada indivíduo nomeado; no mesmo sentido acrescenta-se
a utilização de indicações toponímicas que forneceminformação variada sobre aglomerados
populacionais, culturas, relevo e recursos hídricos. Ega e Soure foram pontos-chave na defesa
de Coimbra no período da Reconquista que gradualmente perderam a sua importância militar
em favor do crescimento económico. Soure possuía algumas características urbanas
remanescentes do século XII, derivadas da sua importância defensiva e do facto de ter assumido
a dignidade de sede da Ordem do Templo; Ega, de cariz mais rural, apresentava os seus bens
de forma dispersa. A produção agrícola incidia maioritariamente no cultivo do cereal, sendo
acompanhada pela vinha e a oliveira. Devido à sua importância económica e ao afrouxamento
dos votos de pobreza e castidade impostos pela Ordem, a dignidade de Comendador oferecia a
possibilidade de enriquecimento, de manter status social ou mesmo de ascender nessa
hierarquia, sendo à época cargo (sem deixar de ser um encargo) cobiçado pela nobreza. As
propriedades de Ega e de Soure situavam-se essencialmente no Vale do Mondego a sul de
Coimbra, beneficiando desta posição, da fertilidadedas suas terras e da abundante rede fluvial
para o incremento da sua economia.
Keywords
Antroponímia, toponímia, Ordem de Cristo, comendas, Ega, Soure
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
202108570
Designation
Dissertação de Mestrado em História, Arqueologia e Património
Access Type
Open Access