O agente infiltrado como meio de obtenção de prova e consequentes danos na sociedade.
Date
2015-06-09
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Portuguese
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Abstract
O objectivo do presente trabalho é, em primeira análise, efectuar uma abordagem à
figura do agente infiltrado, quando possível crítica, e distingui-lo de figuras afins tais
como o agente encoberto, o agente provocador, a figura do arrependido, do informador,
do confidente, do investigador secreto e do colaborador ocasional. Trata-se de um meio
de obtenção de prova e uma prova por si mesmo que tem impacto nos direitos e
liberdades fundamentais dos cidadãos.
Seguidamente iremos analisar esta figura à luz de princípios constitucionais e
processuais para percebermos o que está em causa e assim sabermos quais os princípios
norteadores da sua actuação, os quais limitam a acção abusiva por parte do Estado na
investigação criminal.
Numa fase seguinte analisaremos a criminalidade organizada que é o objecto de
actuação do agente infiltrado, onde à semelhança do que faremos com este, iremos
mostrar como a criminalidade organizada tem evoluído ao longo de décadas, onde
procuraremos ainda, perceber como é que o agente infiltrado actua e porque é
considerado um meio eficaz de combate a este fenómeno.
Posteriormente faremos uma alusão ao ordenamento nacional, nomeadamente, ao modo
como a legislação relativa a este instituto tem evoluído, desde a legislação pioneira até à
actual. Verificaremos ainda os argumentos a favor e contra a introdução do agente
infiltrado para aferir então da sua (in)admissibilidade.
De seguida chegamos ao tema do nosso trabalho. Aqui pretendemos analisar uma
realidade que não vimos retratada em nenhuma bibliografia a não ser de forma muito
superficial, a saber, os danos que o agente infiltrado causa na sociedade. Não só
verificaremos os danos que este instituto causa como também aqueles de que é a própria
vítima, porque embora seja uma realidade escondida por ser uma minoria não muito
preocupante, a verdade é que esta figura não traz apenas vantagens, como também
desvantagens além das enumeradas por alguns autores para sustentar a sua
inadmissibilidade. Não analisaremos de um ponto de vista processual e constitucional
mas sim mais versado nos danos psicológicos e nos danos perante a sociedade. Por fim como seria exigível, iremos além-fronteiras e verificaremos sucintamente as
principais diferenças de abordagem a este instituto entre Portugal e outros ordenamentos
internacionais, não só de um ponto de vista meramente comparativo mas também
sugestivo, isto é, elencando sugestões que podem servir como possíveis formas de
eliminar lacunas porventura existentes no ordenamento nacional que como veremos
existem.
Keywords
Agente Infiltrado, Criminalidade organizada, Danos na sociedade, Princípios constitucionais e processuais
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
201244870
Designation
Mestrado em Direito. Especialidade em Ciências Jurídico-Criminais
Access Type
Open Access