Das alterações climáticas como arma de destruição massiva

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2014-11-02

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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
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Portuguese

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Em 16 de fevereiro, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou, em Jacarta, que as alterações climáticas (AC) são a principal arma de destruição massiva. Este foi o mais alto responsável político dos EUA a apontar as AC enquanto principal ameaça à segurança nacional, depois de comandantes militares de topo terem expresso a mesma consideração. Mas a disseminação deste entendimento é crescente, designadamente pela percepção da importância da preservação do contexto ambiental como condição sine qua non para a vida e subsequente actividade organizada de colectivos, designadamente os humanos. As consequências antecipadas do aquecimento global vão do desaparecimento de nações insulares à intensificação de conflitos. A desmultiplicação deste cenário inclui milhões de refugiados climáticos; disputas por alimento, água e energia; destruição de património e recursos; ameaças à saúde das populações; crescente turbulência internacional (reforço do nacionalismo, reformulação de alianças) e instabilidade interna. A neutralização da ameaça implica atacar as suas causas, mais do que paliar as suas manifestações. Há consenso entre os cientistas quanto à responsabilidade humana na situação, resultante de um modelo de produção e consumo visto cada vez mais como insustentável. Em causa está uma alteração radical de estruturas sociais, lógicas empresariais e comportamentos individuais.

Keywords

alterações climáticas, conflito, segurança nacional, energia, sustentabilidade

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