Constituição e confronto de direitos: a liberdade de informação jornalística e a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas
Date
2018-09-20
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Portuguese
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Este trabalho tem por objetivo o estudo do direito fundamental à Liberdade de Informação
Jornalística ou de Imprensa, inscrito na vigente Constituição da República Federativa do
Brasil e veiculada pelos meios de Comunicação Social, frente à proteção judicial contra a
ameaça de lesão a direito fundamental pessoal (intimidade, vida privada, honra e imagem),
bem como, a pretensão judicial fundada em um direito ao esquecimento, com vistas, seja para
proibir a programação televisiva que vise reapresentar fatos veiculados no passado, seja para
determinar a remoção de informações pessoais já divulgadas, mas constantes em meio digital.
A pesquisa se firma em normas de Direito Internacional, de Direito Constitucional
Comparado (com ênfase em Portugal), na Constituição Brasileira, em legislações, sobretudo
de Portugal e do Brasil, em bibliografias, nacionais e estrangeiras e em decisões judiciais, de
Cortes Supremas, interna, externa e internacional. A palavra tem sido vigiada ao longo dos
séculos com o bastão da censura, ora por ignorância, ora por vergonha de governantes e
poderosos sobre suas condutas. Após a Segunda Guerra Mundial, Nações que se uniram para
afirmar o direito de toda pessoa a procurar, receber e difundir, sem considerações de
fronteiras e por qualquer meio, as informações e as ideias, reconhecem este direito em suas
Constituições, cercado de garantias e enfatizado pela proibição de censura. Mas, se no seu
exercício o titular viola direito de outrem, a conduta é punida com imputação de
responsabilidades. Apesar das garantias reconhecidas à liberdade de informação, no âmbito
internacional e recepcionadas pelo Brasil, no que respeita à informação jornalística, inclusive,
como liberdade plena, as tentativas de lhe impor amarras, se ora se arrefecem, ora se
manifestam com maior perspicácia. Mas, considerando que a Constituição do Brasil protege a
liberdade de informação contra investidas do Poder Legislativo, mediante a proibição de lhe
criar embaraços ou restrições, além das que ela mesma estabelece, do Poder Executivo, ao
proibir a instituição, por autoridade, de licença para publicação de veículo impresso, e de
todos os Poderes, inclusive o Judiciário, ao vedar toda e qualquer censura, conclui -se que se
enquadra como censura, decisão do Poder Judiciário, quer a que vise proibir, seja a
divulgação de notícia sobre alguém, seja a reapresentação por emissora de televisão, de
programação baseada em fato veiculado no passado; quer a que determine que o veículo de
comunicação remova informações veiculadas no passado e insertas em meio digital.
Keywords
Liberdade, Informação, Privacidade, Esquecimento
Document Type
Doctoral thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
101462123
Designation
Tese de Doutoramento em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access