Justiça e comunicação social. Entre a tensão e a tentação recíprocas; do conflito à harmonização
Date
2008
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Coimbra Editora
Language
Portuguese
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Abstract
Num estado de Direito democrático, em que os cidadãos são chamados a participar na res publica,
os meios de comunicação desempenham a imprescindível função de informar (e, desse modo,
também formar), a opinião pública. Para a comunicação social
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, a justiça representa uma importante
fonte de notícias com consumidores sempre certos. Para o meio judiciário, os media representam
importante mediador na relação com o povo, destinatário último da sua actividade, possibilitando o
apaziguamento da comunidade através do conhecimento de que “foi feita justiça”. Porém, porque as
características e interesses destes dois meios – o mediático e o judiciário – são distintos, quando não
conflituantes e, por vezes, reciprocamente incompreendidos, existe uma tensão constante na sua
inevitável relação, verificando-se frequentemente na actuação dos media uma colisão de direitos
fundamentais a cuja concordância é necessário proceder. Concordância nem sempre fácil de
alcançar. Para cumprir o Estado Democrático, é fundamental que esta tensão se transforme em
harmonização. Mais do que apresentar soluções, o presente trabalho cuidará de assinalar alguns
desses focos de tensão, bem como identificar as normas que podem ser convocadas relativamente a
cada um dos tópicos abordados. Será, deste modo, mais um repositório de perplexidades que de
conclusões.
Keywords
tensão entre justiça e meios de comunicação social, interesses em conflito, concordância prática entre direitos fundamentais na relação justiça e comunicação social.
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Open Access