Será possível reconstruir a Aliança Ocidental em torno de um Eixo Verde e Climático?
Date
2011-11-18
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
A diplomacia do clima, enquanto componente crucial da política ambiental global estratégica,
deve ser medida em função dos dados empíricos e crescente evidência que nos permita
uma pequena janela de oportunidade entre 2015 e 2020 para atingir o pico de emissão de
gases de efeito de estufa, se queremos evitar um aumento catastrófi co da temperatura média
global acima dos 2º C. Um papel menor dos EUA no acordo de partilha de encargos poderá
prejudicar seriamente a possibilidade de usar essa janela de oportunidade em tempo útil.
As decisões difíceis constituem normalmente o preço a pagar pela liderança. Ninguém no
mundo, à excepção da UE – caso a crise da “dívida soberana” se torne um mero problema
do passado recente – está actualmente em condições de liderar a tarefa vital de combater as
alterações climáticas a nível global.
A UE deve esgrimir razões robustas a favor de uma forte redução de emissões nos países
desenvolvidos dentro de uma política ampla que inclua uma vasta gama de outras medidas,
tais como o investimento em novos sistemas de energias renováveis, efi ciência energética,
disseminação de nova tecnologias chave, capacitação, combate à desfl orestação, adaptação
efi caz, etc. A EU deveria colocar o princípio da equidade em pé de igualdade com o de
fl exibilidade. Contudo, o pior cenário que se nos coloca é a possibilidade de prolongamento
infi nito, para além de 2012, de uma guerra diplomática de trincheira sobre a partilha de
encargos. Nesse terrível cenário, até o desmantelamento da Convenção Quadro das Nações
Unidas sobre Alterações Climáticas e o retorno a uma situação climática Hobbesiana de
“guerra de todos contra todos”, não é de todo impossível. Nesse caso, compete à União Europeia,
no exercício da sua responsabilidade de liderança, decidir se o princípio de fl exibilidade
não deverá prevalecer sobre o princípio de equidade, a curto prazo, de forma a evitar
um desastre total na diplomacia do clima global.
Keywords
Diplomacia Ambiental, Protocolo de Quito, alterações climáticas, relações UE-EUA
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Journal article
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Open Access