A guerra não é barata
Date
2014-07
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Publisher
OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
Teve certo impacto em Portugal o livro da autoria de John P. Cann, oficial piloto-aviador da Marinha dos Estados Unidos da América e doutor em Estudos da Guerra, pelo King’s College da Universidade de Londres, intitulado Contra-Insurreição em África – 1961-1974: O Modo Português de Fazer a Guerra, editado pela primeira vez em Julho de 1998.
Tratando-se de uma análise quase exaustiva da forma como as Forças Armadas de Portugal se prepararam e fizeram a guerra colonial no continente africano, a findar a obra o autor conclui que o baixo custo financeiro e as poucas perdas de vida de combatentes portugueses se ficou a dever à forma como a Administração nacional soube conduzir a execução do conflito em três frentes de combate de modo a torná-lo acessível às baixas capacidades de financeiras e económicas de Portugal, praticamente isolado e vivendo um bloqueio no que toca ao fornecimento de material de guerra.
O nosso objectivo, na presente comunicação, é demonstrar que, partindo de pressupostos verdadeiros, no que toca à análise da forma como as Forças Armadas portuguesas se prepararam e conduziram a guerra, o autor chegou a uma conclusão errada por não ter levado em conta a dialéctica existente em qualquer conflito armado e especialmente, por ter anulado a análise dos apoios aos movimentos de libertação e aos guerrilheiros oferecidos pelas potências que os abasteciam de material de guerra e os preparavam militar e ideologicamente para o conflito.
Keywords
Portugal, Guerra Colonial, Angola, Moçambique, Guiné, EUA, URSS, Mísseis Terra-Ar, Aviação, Força Aérea Portuguesa, Exército, Guerrilha, Guerrilheiros, Conflito de baixa intensidade, Economia de Guerra
Document Type
conferenceObject
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Open Access