Para além da “ecologia do medo”: direito internacional, bens comuns e economia social e solidária
Date
2021
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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O discurso predominante sobre a crise climática contribui para a captura da esfera pública pelo que Slavoj Zizek chama “ecologia do medo” Movimentos como “Extinction Rebellion” e “Fridays for Future” fazem serviço público ao chamar a atenção para as ameaças à biodiversidade, incluindo à nossa espécie. No entanto, o foco da sua ação tem sido mobilizar a opinião pública através de manifestações e “performances” de elevada carga emocional, baseadas em cenários de calamidade. Num artigo publicado a 5 de Setembro no jornal “The Independent”, Zizek argumenta que o foco num discurso sensacionalista, baseado em intervenções de figuras carismáticas e no uso de imagens de alto impacto emocional mas de validade duvidosa tem um efeito contraproducente. Além de alimentar os argumentos dos negacionistas das alterações climáticas, contribui para “uma desconfiança profunda em relação à mudança, ao desenvolvimento, ao progresso”, exercendo uma função tradicionalmente atribuída à religião organizada: Limitar a capacidade de imaginar futuros alternativos, em nome de uma catástrofe iminente
Keywords
Política, Direito internacional, Economia, Sociedade, Politica Ambiental
Document Type
Journal article
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Open Access