A prisão preventiva no processo penal angolano: uma análise comparativa com o processo penal português
Date
2020-05-08
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Portuguese
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A presente investigação tem como finalidade estudar a prisão preventiva no processo
penal angolano: uma análise comparativa com o processo penal português. Para melhor
compreensão do tema, começamos por abordar a tipologia jurídica da prisão preventiva, bem
como a fundamentação penal desta medida. Na sequência, analisámos os princípios
fundamentais da aplicação da prisão preventiva, bem como a prisão preventiva face à
presunção de inocência. Em seguida, fizemos um confronto da prisão preventiva com outras
medidas privativas de liberdade: a detenção, a pena de prisão e a medida de segurança de
internamento.
Prosseguimos com uma análise das soluções vigentes no ordenamento jurídico
brasileiro, cabo-verdiano, espanhol e italiano. Em seguida, abordamos o regime jurídico da
prisão preventiva em Portugal quanto aos elementos necessários para aplicação desta medida
de coação, e analisamos o regime jurídico da prisão preventiva no ordenamento jurídico
angolano previsto na anterior Lei n.º 18-A/92, de 17 de julho, e na atual lei em vigor, Lei n.º
25/15, de 18 de setembro, Lei das Medidas Cautelares em Processo Penal, com maior foco na
competência para aplicação da prisão preventiva, a obrigatoriedade da prisão preventiva e a
apreciação crítica ao Acórdão n.º 467/2017 do Tribunal Constitucional de Angola.
No decurso da investigação, demonstrou-se que a prisão preventiva é uma medida de
coação que implica a privação da liberdade do arguido antes da sua culpabilidade ser
definitivamente declarada depois do trânsito em julgado da decisão condenatória. A sua
aplicabilidade tem obrigatoriamente de respeitar o princípio da proporcionalidade em todas as
suas vertentes, princípios estes que nada mais são do que a emanação do princípio
constitucional da presunção de inocência, que impõe que qualquer limitação à liberdade do
arguido anterior à condenação com trânsito em julgado deve não só ser socialmente
necessária, mas suportável, cabendo ao juiz a competência para aplicar esta medida como
guardião dos direitos e liberdade do arguido.
Keywords
liberdade, prisão preventiva, ultima ratio, juiz das garantias
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
202497666
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências Juridico-Criminais
Access Type
Open Access