Litigância de má-fé. Responsabilidade processual por violação dos princípios da boa-fé e da cooperação, no ordenamento jurídico português
Date
2012
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Language
Portuguese
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Abstract
A nossa dissertação, tem por objeto os enquadramentos histórico, doutrinário e
jurisprudencial, acerca do instituto da litigância de má-fé, cujo tipo central se encontra
plasmado no art.º 456.º do C.P.C..
No desenrolar da dissertação da componente histórica, associada à lide desvaliosa, no
nosso ordenamento jurídico, procurar-se-á recuar no tempo, até aos primeiros indícios da
repressão dos comportamentos processualmente inaceitáveis, traçando a evolução dos
mesmos e identificando os mecanismos que o legislador foi manipulando, até a realidade
atual.
No que concerne o segundo capítulo, começaremos por explicitar vários princípios
plasmados no nosso atual Código de Processo Civil, mais especialmente os que têm maior
conexão com o nosso tema (como os Princípios da Boa-Fé, da Cooperação, do Contraditório,
da Oficiosidade…), por forma a dar um melhor enquadramento à caracterização da
“Litigância de Má-Fé”.
No segundo capítulo, propomo-nos focar a base do instituto, desenvolvendo uma
noção, caracterização e apresentação das suas modalidades.
Seguidamente, surgirão, em subcapítulo, as figuras afins (responsabilidade civil em
virtude de atos praticados no processo e abuso de direito), que achámos por bem chamar à
colação, em virtude de serem figuras próximas do instituto analisado, podendo ser objeto de
confusão no que concerne à qualificação do tipo de responsabilidade.
Serão, depois, analisadas as sanções, como forma de repressão da lide desvaliosa e
ainda, os recursos, que, da análise à nossa jurisprudência, se mostram constantes, no que
respeita à parte condenada por litigância de má-fé, demonstrando uma inconformação das
partes sancionadas.
Ainda neste último subcapítulo, serão analisados os recursos para o Tribunal
Constitucional, que por inúmeras vezes foi levado a pronunciar-se acerca da conformidade, à
Lei Fundamental, das normas subjacentes ao regime, como da sua interpretação por parte de
outras instâncias.Por fim, mas ainda antes de concluir, faremos uma breve abordagem à aplicação
prática do instituto, nos nossos tribunais, e à imagem que é refletida pelo regime da litigância
de má-fé, no seio da comunidade forense.
Deixamos uma breve advertência para o facto da presente dissertação se encontrar
redigida segundo o novo acordo ortográfico, com exceção das citações. Estas, quando de
origem jurisprudencial e doutrinária, são feitas entre parenteses e as de proveniência
legislativa, além de aparecerem entre aqueles sinais de pontuação, encontram-se, também,
destacadas em itálico, bem como as expressões latinas.
Os acórdãos citados sem indicação da fonte encontram-se disponíveis no sítio de
internet www.dgsi.pt.
Keywords
Litigância de má-fé, Artigo 456.º do C.P.C., Boa-fé processual, Malícia
Document Type
Master thesis
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Access Type
Open Access