Geração semi-automática de mapeamentos de vocabulários entre datasets da web de dados usando SPARQL

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2021-03-08

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Portuguese

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Atualmente, a web tem evoluído de um espaço global de documentos interligados ( Web de Documentos) para um espaço global de dados vinculados ( Web de Dados), de modo a que tanto os humanos como os agentes computacionais consigam compreender e extrair informações úteis desses dados. No entanto, para que seja possível possuir um dia uma Web de Dados, é necessário, em primeiro lugar, dar semântica aos dados. Neste sentido, emergiu uma nova abordagem, designada por Web Semântica, cujo principal objetivo é facilitar a interpretação e integração de dados na web. Na Web Semântica, utilizamos habitualmente as ontologias para descrever formalmente a semântica dos dados. No entanto, à medida que o número de ontologias vai aumentado, é bastante comum existir heterogeneidade entre elas, já que cada ontologia pode usar vocabulários diferentes para representar dados acerca de uma mesma área de conhecimento. Esta heterogeneidade impossibilita a recuperação de informações por parte dos agentes computacionais sem que haja intervenção humana. Para fazer face aos problemas relacionados com a heterogeneidade, é muito comum efetuar-se mapeamentos entre as ontologias. Existem diversas linguagens no mercado que permitem traduzir e mapear ontologias, dentro as quais destacamos a linguagem SPARQL Protocol and RDF Query Language (SPARQL 1.1) 1 e R2R 2 . Neste trabalho decidimos usar o SPARQL 1.1 como linguagem de mapeamento entre ontologias, pois é um padrão recomendado pelo World Wide Web Consortium (W3C) e amplamente utilizado pela comunidade. Como esta linguagem é complexa e necessita que o utilizador tenha experiência na definição e criação de mapeamentos, propomos uma ferramenta, chamada SPARQL Mapping with Assertions (SMA), que visa auxiliar os utilizadores no processo de geração de mapeamentos SPARQL 1.1 entre ontologias. A ferramenta SMA é constituída por quatro partes: (1) configuração inicial das ontologias: o utilizador indica quais as ontologias que deseja mapear, assim como a linguagem em que os ficheiros das mesmas estão escritos; (2) criação das Assertivas de Mapeamento (AMs): através da interface gráfica, o utilizador especifica quais os mapeamentos que deseja definir, incluindo possíveis transformações ou filtros que sejam necessários aplicar aos dados;(3) configuração para a geração de mapeamentos: o utilizador introduz o ficheiro com o Dataset da ontologia fonte e identifica a linguagem de serialização em que o mesmo está escrito. Além disso, também escolhe qual a linguagem de serialização que deseja aquando da geração de triplos; (4) geração de triplos através dos mapeamentos SPARQL 1.1: a partir dos pontos anteriores, a nossa ferramenta irá retornar um ficheiro com todos os resultados na linguagem de serialização escolhida. A nossa ferramenta permite ainda exportar todos os mapeamentos criados, quer seja através das linguagens formais (assertivas ou regras de mapeamentos) ou dos mapeamentos SPARQL 1.1.

Keywords

Web Semântica, Padrões de Mapeamento, Mapeamentos entre Ontologias, SPARQL, Ontologias

Document Type

Master thesis

Publisher Version

Dataset

Citation

TID

202689492

Designation

Dissertação de Mestrado em Engenharia Informática e de Telecomunicações
Access Type

Open Access

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