Colisão entre direitos fundamentais e a ponderação de bens na eutanásia
Date
2022-07-22
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Portuguese
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A eutanásia tem sido discutida e aplicada há séculos, e sua ideia conceptual orbita na
provocação da morte por sentimentos de misericórdia ou caridade, diante dos sofrimentos
físicos e psicológicos atrozes que determinada pessoa vivencia em razão de uma enfermidade
incurável ou intratável, diante dos limites técnicos e tecnológicos médicos existentes.
O foco deste trabalho é a investigação da possibilidade de autorização da “morte
piedosa” em casos especialíssimos, dentro do campo gravitacional do ordenamento jurídico
português. De igual forma, a investigação da existência de tensão ou conflito entre princípios
firmados na Constituição da República Portuguesa a respeito da possibilidade jurídica da
eutanásia, através de máximas de ponderação, diante dos princípios constitucionais da
dignidade humana, da autodeterminação, do direito à vida, que fundamentam a Constituição da
República Portuguesa, frente ao direito de dispor da própria vida.
A atualidade do tema em Portugal é agora mais evidente, em face do Decreto N.º
109/XIV da Assembleia da República, que regula as condições da morte medicamente assistida,
e do Acórdão do Tribunal Constitucional N.º 123/2021, que se pronunciou pela
inconstitucionalidade do núcleo do Decreto. Mais além, investigamos a possibilidade da
eutanásia diante das novas descobertas científicas no campo da longevidade humana, que
poderia justificar, no campo da autonomia privada, o alcance definitivo da eutanásia num futuro
não tão distante.
Keywords
Eutanásia, Morte Medicamente Assistida, Morte Piedosa, Tensão entre Princípios Constitucionais, Longevidade Humana
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
203060369
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access