A Europa no século XX: bosquejo de “cartografia” intelectual (I)
Date
2005
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
Comecemos pela evidência mais banal: a Europa não possui uma identidade fixa que a pudesse caracterizar positivamente. Tanto do ponto de vista étnico como cultural, ela está marcada por uma diversidade que lhe é constitutiva. Não há um “povo” europeu ou uma “cultura” europeia. Há, outrossim, povos e culturas irredutíveis a um qualquer padrão de identidade. Os próprios limites geográficos do que foi reconhecido como “a Europa” não pararam de variar ao longo da história. Falar da Europa não poderá, portanto, cifrar-se numa tentativa de dissolver toda a sua diversidade numa ficcionada identidade de fundo ou, coisa que seria bem mais arriscada (mas que não deixou de ser tentada), querer reconduzir a sua diversidade à figura modelar de um “povo” ou de uma “cultura” que supostamente a exprimiriam exemplar e autenticamente.
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