Petróleo - Bênção ou maldição?
Date
2011-11-17
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
A ideia de que a energia é um bem de baixo custo é um entrave à instituição de políticas
que promovam a poupança e a efi ciência. Se por um lado, as engenharias vieram dar uso à
técnica das construções, no hemisfério Norte, caso de Portugal, viradas a Sul e envidraçadas,
por outro não pensaram na necessidade de defenderem os seus ocupantes, do efeito de
estufa e dos gastos que isto implicava.
Se na indústria a evolução do consumo estabilizou, no sector doméstico aumentou daí o objectivo
de mudar as lâmpadas incandescentes por outras de alto rendimento. Em Portugal,
em defesa da poupança e em simultâneo do desenvolvimento em termos ecológicos, investese
nas energias renováveis, em que se é rico, mas difícil é entender o retrocesso na aposta
hidroeléctrica onde fomos líder mundial. Há necessidade de “alargar” e não de limitar.
Investe-se na busca de petróleo, mas não por exemplo em áreas como Rio Maior, onde as
probabilidades são apreciáveis. No entanto, enquanto esta “ambição” não se concretiza, não
será hora de perguntar se estão a ser expressos, de forma concisa, os objectivos, as políticas e
as estratégias a longo prazo.
Precisamos pensar no hoje e no amanhã, protegendo o ambiente e aplicando as técnicas e
os conhecimentos científi cos de ontem e de hoje como benefícios de forma transparente e
equitativa numa perspectiva de autêntico desenvolvimento
Keywords
Ambição, Políticas, Energia, Desenvolvimento
Document Type
Journal article
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Open Access