Da Primeira Grande Guerra às guerras de quinta geração. A transformação da guerra e as novas ameaças
Date
2014-07-02
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
O período entre a 1ª Grande Guerra e a 2ª Guerra Mundial representou uma
alteração na ordem mundial, em parte devido à implosão dos Impérios Austrohúngaro,
Russo, Alemão e Otomano, que fez emergir novos Estados ou levou à
formação de alianças, com vista à invasão de outros estados. Era a guerra de atrição,
com recurso ao confronto direto de exércitos em massa, como foi o caso da
intervenção da França-Inglaterra na Guerra Civil russa. Por outro lado, a revolução
industrial, a consequente modernização da tecnologia militar e a globalização,
alteraram a natureza da guerra, demonstrando que a conflitualidade poderia alargar-se
à escala global.
A 2ª Guerra Mundial representou um outro tipo de ameaça à soberania e ao
sistema internacional - o desrespeito por quaisquer regras, o confronto de ideologias,
os genocídios, o antissemitismo - desencadeando o aparecimento de organizações,
como a Organização das Nações Unidas ou a promulgação da Declaração Universal
dos Direitos Humanos, normativo internacional regulador do comportamento dos
Estados, no sistema internacional.
No mundo bipolar da Guerra Fria, dois blocos viveram em constante
competição pela corrida e pela proliferação do armamento nuclear que, perante o
receio de destruição mútua, de alguma forma pautou a constância e a previsibilidade
das ameaças.
O fim da Guerra-Fria não significou, per se, um mundo mais estável ou
seguro; se por um lado o espectro da catástrofe nuclear parecia afastado, novas
ameaças surgiram no seu lugar. A emergência dos nacionalismos e das hostilidades,
étnica e religiosa, o ressurgimento do racismo e da xenofobia e a multiplicação dos
conflitos localizados, evidenciaram a componente de instabilidade introduzida pela
decadência das velhas superpotências, tendo sido os seus efeitos ampliados pela
globalização e pelas redes da Era da Informação. Neste sistema internacional, outros
intervenientes, que não os Estados, usurparam o uso da violência, a tecnologia
desempenha um papel dominante, e o próprio conceito de segurança alarga-se a outras
dimensões, para além da militar.
Keywords
Relações internacionais, Guerra Fria
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Journal article
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