Espaços económicos e espaços de segurança
Date
2017
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Coadvisor
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
se a pirataria marítima prolifera ao largo da somália, a quem compete garantir a
segurança das rotas? se o desmatamento da amazónia põe em causa equilíbrios ecológicos globais, quem tem autoridade para lhe pôr cobro? se o
conflito na ucrânia alastra ao ponto de comprometer o fornecimento de gás
natural à europa do Leste, quem estaria em condições de o impedir?
perguntas como estas têm um pressuposto razoavelmente evidente: o normal funcionamento das actividades sociais e económicas é suportado por garantias
de segurança. todavia, sobre quem recai a responsabilidade? durante um
largo período do passado ainda recente a resposta teria contornos bastante
simples: são os estados nacionais, dotados de meios de coerção, que protegem o mercado interno e o sistema de trocas com o exterior, garantindo a
integridade física do espaço delimitado pelas fronteiras terrestres e marítimas. ou então, numa fase histórica bem conhecida, o condomínio mundial
das superpotências levou a que, no hemisfério norte, dois grandes dispositivos militares garantissem a segurança dos respectivos espaços: o pacto
de Varsóvia para o campo do chamado socialismo real, a organização do
tratado do atlântico norte para o campo da chamada economia de mercado.
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