A economia informal em Angola- os seus efeitos no mercado
Date
2017-03-07
Embargo
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Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
No continente africano a economia informal é vista como um indicador de pobreza das
populações. Porém, apesar do setor informal proporcionar renda e emprego para muitas
famílias, significa também uma ameaça para a economia angolana a longo prazo; é, por isso,
considerada uma das causas de distorções económicas dos países em desenvolvimento.
De acordo com o relatório de desenvolvimento humano, as principais razões para o
ingresso no setor informal em Angola são o crescimento demográfico na zona urbana, o elevado
nível de desemprego, a baixa taxa de literacia e o baixo salário real. Os estados intervêm no
processo de regulação das atividades tendo em vista um conjunto de regras. No entanto, o
impacto da regulação não depende apenas da quantidade de regras e politicas implementadas,
mais sobretudo o seu controlo.
Esta tese tem como objetivo principal estudar o tamanho e desenvolvimento da
economia informal em Angola e verificar os seus efeitos no mercado. A metodologia aplicada
é operacionalizada em três estudos distintos:
O primeiro estudo, “Agentes Formais e Economia Informal”, tem como objetivo
esclarecer a posição destes agentes face à economia informal. O segundo estudo, “Os Agentes
Informais face à Economia Informal”, engloba uma análise de design transversal e não
experimental, com o propósito de examinar os aspetos que podem contribuir para a manutenção
da economia informal. O terceiro estudo, o “Modelo MIMIC- Múltiplas Causas Múltiplos
Indicadores”, tem como objetivo explorar os principais fatores económicos que afetam o
desenvolvimento da economia informal.
Os resultados do primeiro estudo confirmam, de forma parcial, que a antiguidade e a
dimensão da empresa estão associadas a uma maior informalidade nos negócios no que respeita
o meio envolvente, sendo um fator propício ao estabelecimento de relações informais. Também
se confirma, de forma parcial, que o tipo de clientes está associada à informalidade, na medida
em que são os clientes particulares aqueles que veem mais vantagens no recurso à economia
informal. Concluímos ainda que o grau de satisfação do serviço informal não é determinante
para a informalidade nos negócios.
Os resultados do segundo estudo evidenciam uma associação entre o menor grau de
escolaridade e o incentivo à atividade económica informal, ou seja, são as pessoas com menos
habilitações literárias que recorrem, em maior número, à informalidade.
No terceiro estudo, a falta de ajustamento do modelo de análise não permitiu a
confirmação das variáveis explicativas da economia informal. No geral, os resultados permitem-nos concluir que o fenómeno da informalidade deve
ser considerado em termos contextuais, tendo em linha de conta aspetos como o enquadramento
político, legal e cultural, assim como as políticas sociais e de educação. Em termos teóricos,
analisando as especificidades da economia informal na realidade angolana, concluímos que esta
é influenciada particularmente pelas teorias legalista e estruturalista.
Esperamos que os contributos apresentados ajudem na introdução de novas políticas que
possam fomentar o desenvolvimento económico e social do país e melhorar as condições para
a crescente formalização dos mercados e empresas.
Keywords
Economia Informal, Modelo MIMIC, Carga Tributária, Desemprego, Incentivo à Economia informal
Document Type
Doctoral thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
101411030
Designation
Tese de Doutoramento em Economia
Access Type
Open Access