A Guerra como a continuação da Política por outros meios…não tripulados
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2014-07-03
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Portuguese
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Nenhum outro sistema de armas transformou de forma mais significativa a capacidade
americana de combate nas últimas décadas do que a introdução operacional dos drones. Isto é, a
capacidade de manter aeronaves sobre um determinado objetivo durante mais de 24 horas,
executando atividades de vigilância, mas transportando mais de uma tonelada de armamento de
precisão, pronto a ser largado sobre alvos de oportunidade. Ao abrigo deste novo modelo
operacional, os drones proliferam no espaço de batalha, numa miríade de atividades essenciais,
aliviando o homem de missões monótonas ou demasiado perigosas, sem qualquer risco para o
piloto, que permanece a milhares de quilómetros de distância num cubículo refrigerado,
visionando a Guerra num monitor de alta definição.
Nesta comunicação pretendemos encontrar algumas pistas que revelem possíveis
alterações na natureza do debate político em virtude do emprego generalizado dos drones. Isto é,
aquilatar de que forma é que os drones afetam a cultura estratégica dos Estados em recorrer à
força coerciva para alcançar objetivos políticos e em particular a sedução política, quase
irresistível, de empregar o Poder Aéreo como resposta militar primordial. Neste âmbito
procuramos também indagar se a Guerra Aérea Remota contribui para reforçar a capacidade de
dissuasão e compulsão de futuros adversários, ou se em contrapartida baixa a fasquia para o uso da
força, tornando a conflitualidade hostil mais frequente. Importa também questionar se ao remover
os custos humanos para o ofensor, o emprego recorrente de drones armados se torna uma
expressão suficiente da vontade política de fazer a Guerra
Keywords
Guerra, Drones, Política
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Journal article
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