Comunicação científica e normalização documental: o uso de normas documentais em Portugal, principais actores e divulgadores
Date
2007-05-02
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Language
Portuguese
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Abstract
Este estudo, de carácter descritivo e interpretativo, teve como principal objectivo
defender a normalização documental no contexto da comunicação científica, assumindo a normalização como elemento necessário para a avaliação da qualidade
formal dos documentos e como factor de eficiência na transferência da informação.
Para a prossecução deste objectivo foram recolhidas informações (através de pesquisa de campo) dos principais intervenientes na política de produção, divulgação e
utilização das normas documentais em Portugal.
Assim, no âmbito da política nacional de normalização documental foram conduzidas 2 entrevistas a responsáveis do Instituto Português da Qualidade e da Biblioteca Nacional. Os dados relacionados com as práticas seguidas pelos intervenientes
na divulgação das normas documentais foram recolhidos através de entrevistas a 8
autores de manuais de Metodologia do Trabalho Científico e análise de conteúdo
dos respectivos manuais, de um questionário aplicado a 21 bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias, um questionário dirigido a 5 representantes de
editoras científicas universitárias e análise dos planos de estudo de 247 cursos de
licenciatura para averiguação da inclusão de disciplinas de Metodologia do Trabalho Científico.
Os dados sobre o conhecimento e a aplicação das normas documentais na produção científica portuguesa foram obtidos através de um questionário aplicado a 53
investigadores de 5 cursos de Mestrado na área das Ciências Documentais e da
Informação e pela análise de dissertações de mestrado produzidas nos referidos
cursos.
A análise e interpretação dos dados conduziram às seguintes conclusões: segundo
os responsáveis pela política nacional de normalização documental, a divulgação
das normas junto das universidades é feita casuisticamente, dada a grande diversidade de critérios normativos ali adoptados, na sua maioria de influência estrangeira.
A maioria dos autores de manuais de metodologia do trabalho científico – todos
eles trabalhando no contexto académico – assume uma certa resistência às Normas Portuguesas, adoptando sobretudo modelos normativos de diversos manuais
de estilo internacionais. Grande parte das Bibliotecas Universitárias estudadas não
disponibiliza um serviço personalizado de apoio à produção de trabalhos académicos e à divulgação das normas documentais, o que levanta algumas questões respeitantes ao seu papel pró-activo neste domínio. Constatou-se também a falta de
tradição de Metodologia do Trabalho Científico em Portugal, na medida em que
apenas 21% dos cursos de licenciatura escolhidos apresenta uma disciplina nessa
área.
A análise dos resultados do questionário aplicado a investigadores da área das
Ciências Documentais e da Informação revelou que uma maioria (88%) afirma ter
conhecimento das Normas Portuguesas, sendo que a sua utilização é reportada em
mais de metade das respostas dadas (53%). No entanto, na análise realizada às
dissertações, estes dados não se confirmam. Mais de um terço dos inquiridos
(36%) assume ter dificuldades ao nível da metodologia de apresentação de trabalhos científicos e considera que a divulgação das Normas Portuguesas é ineficaz.
No momento em que o Processo de Bolonha se faz implantar – promovendo a uniformização de critérios e a mobilidade das comunidades académicas – urge, pois, a
necessidade de criação de um referencial mínimo em termos de normalização
documental no que se refere ao espaço do Ensino Superior europeu.
Keywords
Comunicação científica, normalização documental, normas, informação e documentação, manuais de estilo, metodologia do trabalho científico, Ensino Superior, Portugal, Processo de Bolonha, Ciências Documentais e da Informação
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
Designation
Dissertação de Mestrado em Ciências Documentais. Biblioteca e Documentação
Access Type
Open Access